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Espetáculo de Quim Barreiros custou 8 mil euros

O popular músico Quim Barreiros atuou no palco da feira de Santa Iria em Tomar no sábado, dia 26, à noite, juntando milhares de pessoas.

Para este concerto, a câmara contratou o autor da “garagem da vizinha” e a sua banda por 8 mil euros + IVA.

Tratou-se de um ajuste direto conforme consta no portal base.gov.pt

Escrita por Redação

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  1. Foi dinheiro bem empregue sim senhor. Quim Barreiros é um verdadeiro portento cultural. Apesar de haver também quem prefira chamar-lhe Quim Berreiros. De qualquer maneira, da câmara que temos e os eleitores que somos, estavam à espera de quê? Só se estranhou que tenham oferecido também uns tintos, umas cervejolas, uns coiratos, umas febras, uns pipis…
    É que as eleições são já ali adiante e há que comprar votos enquanto é tempo. É bem sabido que candeia que vai à frente alumia duas vezes. E com bastante tinto à mistura até alumia a dobrar em cada uma das vezes.

      • Queriam o quê? Uma sinfonia de Mozart? Também não é preciso exagerar quando se criticam iniciativas aqui do lugar. E para kultura já temos o Convento de Cristo que tanto progresso tem trazido. Sem falar na Festa Grande de Tomar, futuro Património Imaterial da Humanidade, e que ainda mais progresso trouxe nestes últimos anos.

        • Só posso responder por mim. Porque só tenho direito a um voto.
          Não, não queria Mozart. Queria que se deixassem de parvoíces destas. Que finalmente resolvessem começar a acabar com as carências- Mas isso, tá quieto. Outros que tratem do assunto. Dá muito trabalho. Cansa a cabeça. Rende poucos votos. Por isso vamos continuar por muito tempo ainda a viver na caca.
          Limpeza de caca, segurança de caca como se viu agora na feira, sinalização de caca, projetos de caca, eventos de caca.., Paradoxalmente sem ter onde aliviar tanta caca. Faltam instalações sanitárias em quantidade e qualidade. Aquelas ao lado do ex-estádio são mesmo de caca.
          É muita coisa junta, lá isso é. Mas eu já me contentava com autarcas que tivessem e fizessem uso de um pouco de bom senso. Infelizmente é o que se vê.

    • Concertos patrocinados pelos Hotéis Vila Galé,? Incitados pelos senhores da DGT, como uma das contrapartidas pelo deferimento do projeto?
      Coitado do Chopin. Desde que se foi de Jelasowawola a Paris e daí para Valldemosa, apaixonado por George Sand, nunca mais foi feliz. Como muitos tomarenses, que desde o 25 de Abril também nunca mais foram felizes.

  2. Ó Carlota, muito obrigada pelo seu reparo. Assim o meu dia não correu em vão. Aprendi mais uma coisa. Aprendi que o Chopin, que por acaso eu pensava que era italiano, era mais de tocar sentado. Tenho de estar mais atenta à música erudita. Ultimamente tenho prestado mais atenção aos Die Krupps…

  3. Nada a agradecer Erica.
    O ilustre pianista (um dos maiores de sempre) era filho de pai francês e mãe polaca, mas nasceu em Zelazowa Wola, a 70 kms de Varsóvia. Era portanto franco/polaco de nascimento e morreu francês, em Paris pois então.
    Quando e se puder, visite a casa natal dele, na dita localidade. Está tal e qual, com o piano e tudo. E, como nestas coisas de turismo erudito os polacos não brincam aos OTL, (ao contrário de outros que eu conheço mas não nomeio), uma pessoa senta-se por ali, no logradouro anexo, ouvindo música do imortal compositor e executante, difundida enquanto houver visitantes. Um verdadeiro deleite.
    Desculpe este alarde. Porém, como decerto bem sabe, a cultura geral é aquilo que fica quando tudo o resto se esqueceu. E, dizia alguém, se a não difundes, não serve para nada.

    • Muito bom.
      Graças ao QB tivemos aqui um momento de cultura o que é raro e muito positivo.
      Como dizia o poeta (cito de cor) “é da natureza de quem ama/ouvir um violino até na lama”

      • Pois. Já lá dizia o Aleixo, o popular poeta algarvio,
        Prá mentira ser segura
        E atingir profundidade
        Deve trazer à mistura
        Qualquer coisa de verdade
        Assim está este seu comentário, que apenas confirma algo assente há muito: “Gostos não se discutem”.

    • Ó Carlota, explique-me uma coisa. Como é que pode afirmar que a casa do senhor pianista está tal e qual como na época em que ele viveu? Existem fotografias antigas para demonstrar isso? Cuidado com o turismo de massas! Comem-nos a massa toda e vendem gato por lebre. É na Polónia, não é? Pois! Esses países de leste, depois da glasnost, descobriram o filão de ouro que é a curiosidade dos ocidentais em relação aos países da cortina de ferro. Vai daí, toca de escancarar portas e portões aos turistas carregados de euros que passaram a desaguar em massa naquelas paragens.
      A arte, seja ela de que género for, não ghdeve ser vendida dessa maneira, senão deixa de pertencer ao artista. Deixemos pelo menos a sua intimidade intacta. Sabemos lá o que sofreram em vida em defesa do que mais amavam! Para que reflita sobre isso, deixo-lhe um pequeno exercício : sabe quantos quadros vendeu van Gogh em vida?

      • Perguntas pertinentes, sem sombra de dúvida, Erica. Infelizmente, em relação à primeira, a da casa do Frederico, nada posso acrescentar, sob pena de fornecer elementos para depois me localizarem. E eu quero manter-me tão discreta quanto possível.
        Já sobre a interrogação derradeira posso alargar-me um bocadinho.
        A sua pergunta tem duas respostas possíveis. Uma de boa e outra de má fé. A de má fé seria afirmar que o autodidata Vicente Van Gogh nunca vendeu nenhum quadro, pois considerava a sua obra como um todo e sempre recusou negociar um quadro seu, por estar convencido que no futuro valeriam fortunas.
        A resposta de boa fé pouco difere da anterior. Diz-se que Van Gogh vendeu apenas um quadro enquanto foi vivo, porém foi o seu irmão Théo que o negociou, em Fevereiro de 1890, dois anos antes do suicídio do pintor. Trata-se de “La vigne rouge”, o que em português tanto pode dar “A Vinha encarnada”, como “A vinha vermelha” ou “A vinha tinta”.
        Tenha um bom dia de trabalho Erica!

          • O lapso no nome inicial (Erica é o seu pseudo, não o meu) denuncia ou algum stress, ou alguma idade, ou ambos. Pensionista portanto?
            Seja como for, ainda que não trabalhe para alcançar honorários, vencimento ou salário, viver em Tomar é já de si uma trabalheira diária. Para quem possa e queira manter a cabeça a funcionar as usual. Não lhe parece?.

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