Numa altura em que a transição ecológica é uma prioridade a nível nacional e europeu, o município de Tomar apresenta um elevado potencial para o desenvolvimento de empregos verdes[1], sustentado pela sua riqueza natural, pelo património cultural e pela crescente consciencialização ambiental da sociedade.
O concelho dispõe de vastas áreas florestais e recursos hídricos estratégicos como o rio Nabão e a área envolvente à albufeira de Castelo do Bode. Estes elementos criam condições ideais para o desenvolvimento de atividades ligadas à gestão sustentável dos recursos naturais, como agricultura regenerativa[2], à valorização dos ecossistemas locais e ao turismo sustentável.
Iniciativas como a criação de uma marca territorial, por exemplo, “EcoTomar” ou “Tomar Sustentável”, a implementação de hortas comunitárias e a dinamização de circuitos curtos de produção podem gerar novos empregos, promovendo o consumo local e a economia circular. O património histórico de Tomar, aliado à sua envolvente natural, oferece um cenário ideal para o ecoturismo e a educação ambiental, com a divulgação de percursos interpretativos, programas de voluntariado ecológico, zonas de observação da natureza e roteiros temáticos que combinem cultura, gastronomia e natureza.
No campo da energia e mobilidade, a instalação de projetos de energia renovável, o aumento da eficiência energética e a criação de comunidades de energia renovável (CER)[3] permitiriam reduzir custos e emissões, ao mesmo tempo que criariam oportunidades de emprego.
No entanto, esta transição deve ser apoiada pelas instituições de ensino e formação profissional do concelho, através do desenvolvimento de investigação aplicada e da criação de incubadoras verdes, em parceria com empresas e com a autarquia.
Outros municípios portugueses podem servir de inspiração para incentivar esta transição. Em Lousada foi criado um Fundo Ambiental e de Investigação Sustentável[4], que financia projetos apresentados por estudantes, desde o ensino básico ao superior, com impacto ambiental e social positivos. Já Cascais criou o Fundo AdaptCascais[5] para apoiar projetos locais de adaptação às alterações climáticas. Lisboa criou um greenhub[6] (polo verde) para divulgar iniciativas e equipamentos ligados ao ambiente, sustentabilidade, clima e economia circular e lançou um concurso para start-ups que promovam inovação sustentável[7].
Em suma, Tomar pode afirmar-se como um polo regional de inovação verde, capaz de gerar emprego qualificado, proteger o ambiente e melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes.
Joana Simões
[1] Empregos que contribuem para a promoção de uma economia sustentável e de baixo carbono
[2] Conjunto de técnicas e princípios para reabilitar e conservar os sistemas agrícolas e alimentares, com foco na regeneração do solo, aumento da biodiversidade, melhoria do ciclo da água e fortalecimento do solo.
[3] Projetos de energia renovável da iniciativa de cidadãos, empresas, instituições e municípios, onde a energia produzida é partilhada para satisfação das necessidades locais
[4] https://www.cm-lousada.pt/p/lousada-sustentavel
[5] https://ambiente.cascais.pt/pt/page/fundo-adaptcascais
[7] https://www.dwpstartupaward.eu


5 comentários
Ora cá temos otra “pérola” da Dra. Joana Simões.
Hoje o assunto vai de “Greenwashing”. Essa coisa que parece tão moderna, é que afinal foi inventada já nos anos oitenta do século passado.
O Greenwashing é atualmente um problema global mascarado de responsabilidade social e de Green Marketing. O Greenwashing para além
de ser considerado crime, traz também outras consequências, mas devido à desinformação dos consumidores este problema permanece camuflado.
Otro tacho ou tachinho do negócio climático, o consumidor é sempre quem acaba por pagar os custos reais que resultam da aplicação das ideais “multicor”.
Hortas urbanas? Será para que coman tudo as lagartas, lesmas e os caracóis, porque consecuencia das brilhantes ideas verdes é que já não se pode comprar um “triste pesticida”, porque a união europeia decidiu que devemos comer o que se produz em Marrocos e no Brasil, lembro as terríveis consequências que terá para os nossos agricultores o acordo da União Europeia o com o Mercosur. Porque, na Europa, decidiram que há que arruinar o solo agrícola para meter placas solares e moinhos de vento, e outros inventos, e que haverá que comer “plasticona” (esse invento de Billy Portas, da carne artificial), porque segundo os ecologistas comer carne faz mal, porque as vacas dão bufas (envenenando o ambiente com gás metano) e comer peixe acabará com a biodiversidade dos oceanos.
Já há dias advertí que a Dra. Joana, com o conto do clima, anda à procura de tacho com o novo executivo camarário, senão leiam bem o que hoje sugere : “Iniciativas como a criação de uma marca territorial, por exemplo, “EcoTomar” ou “Tomar Sustentável”,.
É , já deve ter registada a marca, só está à espera do “Regedor imprudente” que se deixe levar pelo “conto do vigário”.
Cara Dra. Ana Sottomayor, muito obrigada pelo seu comentário e pelas ideias para artigos futuros. Cumprimentos
Nada que agradecer. Afinal dos empregos absurdos que sugere, o único verde que teriam seriam os recibos…,.
Parabéns Ana, pelo teu elucidativo comentário., fazem falta neste “orgão de comunicação social” mais pessoas como tu, para nos divertir e que não tenham medo de cair no ridículo..
Além de não saberes escrever não tens tem qualquer vergonha em demonstrar que não sabes usar o teclado.
Deixo um conselho: para a próxima mete mais tabaco e junta os dois neurónios antes de escreveres .
Também muito me admira como é que o jornaleiro deste pasquim deixa para aqui vir gentalha com estas ideias da esquerdalhada agora que a cor dele tem o poder. Agora já não precisa de ajuda da esquerdalhada para derrubar os cachopos.
mais um….liberdade mas só a vossa…..fico muito admirado com a quantidade de pessoas que vêm aqui ao blog e se mostra preocupada como são escritos os comentários…já agora veja também os meus erros….viva Salazar