A mãe de uma criança do jardim de infância da Chainça, no concelho de Abrantes, apresentou queixa à tutela pelo facto de uma educadora ter colocado duas crianças de castigo por estarem a chorar quando chegaram à escola.
Aqui fica o relato do caso:
“Venho pelo presente denunciar um comportamento inaceitável de uma Docente do pré-escolar da Escola da Chainça, pertencente ao Agrupamento da Escola Dr. Manuel Fernandes.
A professora, já de idade avançada, tem métodos arcaicos e que desagradam os pais, na generalidade!! Contudo na passada segunda feira ultrapassou o limite do aceitável!!
Colocou 2 crianças de 5 anos, de castigo, sentados e sem poderem ir brincar no recreio com os restantes, porque pela manhã quando foram deixados pelos pais na escola, ficaram a chorar !!!!
Fiz a exposição por e-mail ao coordenador da escola com cópia para a Diretora do agrupamento e esta tarde obtive a resposta onde a Diretora transcreveu na íntegra a justificação da professora, que assumiu o “castigo” justificando-se que e passo a citar:
“…medida teve um caráter educativo e pedagógico, visando promover a sua capacidade de autorregulação, o desenvolvimento da autonomia e a responsabilização pelos seus comportamentos, princípios fundamentais no processo educativo.
Considero que o desenvolvimento da autonomia e do sentido de responsabilidade das crianças exige uma atuação coerente entre os diferentes contextos educativos. Nesse sentido, é importante que as crianças sejam ajudadas a compreender as consequências dos seus comportamentos, favorecendo a aquisição progressiva de competências pessoais e sociais adequadas à sua idade….”
Situação completamente inaceitável!!
Num momento em que as crianças demonstram alguma angústia e insegurança, em que a escola devia ser o suporte e amparo… vem uma docente formada por princípios ultrapassados meter em prática castigos que visam a desigualdade e discriminação!!”
Vera Grenho



1 comentário
Ganda vaca!
A minha neta vive num país civilizado. Tem 17 meses.
Os pais, quando saem, têm de dar uma volta maior para que ela não passe ao infantário porque quer é ir para lá.
A haver choro seria à saída.
É esta a lógica da violência (mesmo a doméstica) em Portugal:
“Não gostas de mim, ficas de castigo!”
“Ou levas porrada”