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Covid-19: pandemia alastra em Tomar

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Não param de aumentar os casos de Covid-19 no concelho de Tomar. Nos últimos dois dias surgiram mais 29 casos (16 no dia 6 e 13 no dia 7), subindo para 254 o número total de casos. Nesta altura estão 106 pessoas em vigilância ativa. Tomar é o 3º concelho da região do Médio Tejo com maior incidência da doença, depois de Ourém (384) e Entroncamento (271).

Neste sábado surgiu a notícia de mais um surto (13 casos), desta vez num lar de idosos, privado, em Vila Nova.

Têm sido reportados casos não só em lares (privados e IPSS), como em escolas, no hospital e na câmara. Alguns funcionários estão em casa a cumprir quarentena.

De resto, há uma desconfiança generalizada em relação ao números que as autoridades de saúde e os autarcas anunciam diariamente. Basta ver o número de casos recuperados em Tomar, que desde 17 de setembro se mantém nos 134, como se tal fosse possível.

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Escrita por Redação

Blog informativo Tomar na Rede. Notícias sobre Tomar e região envolvente. Informação local e regional.

Comentários

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  1. Infelizmente, conforme aqui foi denunciado na altura, não serviram de nada as manobras de pura propaganda de Anabela Freitas. Nomeadamente aquela de mandar testar só os vereadores da maioria PS:
    Bem pelo contrário, embalados por mais essas tretas da senhora presidente e acólitos, os tomarenses sentiram-se mais seguros. Alguns até imunes ao covid 19.
    O trágico resultado aí está. Uma população cada vez mais desgraçada, forçada a longas deslocações diárias para ir ganhar o pão noutras terras, está muito vulnerável à pandemia, como não podia deixar de ser.
    E agora? O que faz a câmara? Nada. Mantém-se muda e queda, o que já é bom. Evita mais asneiras.
    E talvez arranje finalmente tempo para solucionar aquela porcaria do Flecheiro. Cinco porcos a cagar em plena área urbana, é um absurdo perigoso. Basta ter em conta que as moscas pousam em qualquer lado. Não distinguem uma barraca precária mal amanhada, de um 3 assoalhadas bem cuidado, situado a poucos metros.

    • A outros não há pandemia que lhes pegue, tal a qualidade da “bicharada”, com a pior das consequências: temos de os aturar até ao fim! Irra!!!!!!!!!!!!

  2. Pois é, Sebastião Vicente.
    É melhor que a cãmara esteja calada, para evitar outros males
    Mas informem a População do que se passa na realidade.
    Porque é precisa, cada vez mais, cautela.
    Mas dispensamos os caldos de galinha…
    Desde há dias que se sabe, à “boca pequena”, que a pandemos está a alastrar.
    Na ausência de informação objetiva, a população continua menos preocupada e alertada do que o que precisa estar.
    Onde está a Proteção Civil?

  3. Pois é, Sebastião Vicente.
    É melhor que a cãmara esteja calada, para evitar outros males
    Mas informem a População do que se passa na realidade.
    Porque é precisa, cada vez mais, cautela.
    Mas dispensamos os caldos de galinha…
    Desde há dias que se sabe, à “boca pequena”, que a pandemia está a alastrar.
    Na ausência de informação objetiva, a população continua menos preocupada, e alertada, do que o que precisa estar.
    Onde está a Proteção Civil?

  4. Concordo plenamente com o que o Sebastião escreveu.
    É uma cidade onde nada se passa. Onde os habitantes do flexeiro são tratados como cidadãos de primeira.
    Uma cidade completamente, em agonia.
    Já não falando no assassinato ecológico que fizeram na várzea grande. Árvores centenários que podia ser preservadas no horto municipal para corte de alguns ramos depois serem recolocadas.
    Quanto ao covid, era ver alguns restaurantes onde os clientes circulavam e entravam sem mascara. Noutro ,o próprio proprietário estava a fazer a comida com a máscara no queixo. Ver o café paraíso na altura que tinham que fechar às 23 h , no verão, onde as pessoas(jovens na sua maioria) se divertiam em grandes grupos. Por onde andava a policia nessa altura? Custa ver e só não vê quem não quer, em plena agonia. Uma cidade onde não há NADA. Existem cidades e algumas vilas no interior de Portugal francamente mais evoluídas. Cidade de mentalidades fechadas . Vejam o exrmplo de torres novas, do entroncamento. Podia citar mais uma mão cheia de exemplos. Para quando umq oposição séria e forte ao moradores do palacio D Manuel.

  5. A edilidade pode ter feito opções erradas, não ter visão estratégica, ter perdido influência política, tudo coisas de que se podem acusar as edilidades anteriores, mas vir responsabilizar a câmara pelo alastrar da pandemia é demagogia fácil e perder toda a razão critica.

    • É a sua opinião, que todavia carece de base séria.
      Onde é que leu que se está a responsabilizar a câmara pelo alastrar da pandemia? O que está escrito é bem diferente: O declínio originado pela má governação municipal provoca cada vez mais deslocações obrigatórias para longe de Tomar, rumo aos empregos que não há no concelho.. E são estas deslocações diárias obrigatórias a principal causa da expansão da pandemia. Teletrabalho? Isso é sobretudo na administração pública e no sector dos serviços. Consegue-se cozer pão, operar um doente, ou reparar um fuga de água em regime de teletrabalho? O governo anda a iludir o pessoal e a câmara vai pelo mesmo caminho.
      Mesmo assim, mantém que a câmara não tem nada a ver com o acréscimo de infectados?

      • Se é o argumento das deslocações “para longe de Tomar” a razão para o aumento das contaminações, estamos conversados sobre a seriedade da análise e respetivo rigor científico. Teletrabalho não foi referido em momento algum. Sobre as responsabilidades quanto ah decadência (evidente) de Tomar elas não podem ser atribuídas unicamente ao(s) atual mandato(s) autárquico(s) PS. A suposta alternativa PSD nada fez com visão de futuro: destruiu equipamentos públicos (desenfeitou partes do Parque), não soube captar investimentos e pretendeu transformar a cidade numa reserva pretensamente cultural e para gente abastada. A ideia do “Centro Comercial a Céu Aberto” ou do Parque Temático falam por si. E o problema está na ausência de alternativas futuras.

        • É agradável e estimulante debater com quem sabe manter a serenidade e possui os vários recursos indispensáveis à troca pública de ideias. Por isso decidi continuar a responder-lhe. A debater.
          Sobre o primeiro ponto, as deslocações, não consigo entender a sua posição. Se as deslocações “para longe de Tomar” não são uma razão para o aumento das contaminações, então porque insistem os governos nas proibições de viagens inter-regionais e nos confinamentos? Simples cegueira política?
          Tem razão quanto ao segundo ponto. A decadência de Tomar não resulta apenas da reles ação da atual maioria. Os anteriores laranjas também têm muitas culpas no cartório, como você assinala. Mas o agravamento do declínio é cada vez mais rápido e evidente.
          Finalmente a questão da alternativa e da sua ausência. É comum a tentação de considerar o futuro como mera continuação do passado. Erro crasso que convém combater. Sabemos o que já aconteceu. Ignoramos totalmente o que aí vem. Podemos suputar, adoramos prever. Mas são meras suposições, que pouco ou nada valem. Em 24 de Abril de 1974, quantos analistas credenciados previam uma revolução para o dia seguinte? Só os muito poucos que tinham sido alertados pelos militares.
          No caso presente, os indícios já conhecidos sobre a candidatura PSD 2021 não são nada animadores. Apresentar como cabeça de lista laranja uma cópia em 3D da atual presidente, seria um desastre anunciado e inevitável. E a ação dos atuais vereadores social-democratas poderá ser tudo, menos encorajante.
          Mas os laranjas contam com bons trunfos nas suas fileiras. E ainda vão muito a tempo de apresentar uma candidatura robusta, de preferência com experiência internacional e que saiba ouvir, bem como um plano ambicioso para a urgente recuperação da cidade e do concelho.
          Parece-me por isso prematuro disparar já, quando a caça ainda nem sequer levantou voo. Afirmar que não há alternativas futuras é confundir sonho com realidade. É não acreditar de todo na redenção dos tomarenses. É desesperante.

          • Tal como o Sr., entendo que a troca de ideias e a diversidade de opiniões são uma conquista civilizacional, quando praticadas de forma cordata, como há muito os gregos nos ensinaram. Sobre a questão do virus, como o desconhecimento da sua evolução e controlo é quase total, o método preventivo das deslocações é puramente probabilístico: não havendo contactos não progride a contaminação. Por isso nas isoladas e envelhecidas vilas alentejanas o problema centra-se nos lares onde o virus é levado por externos. Se em Tomar houvesse uma economia prospera e os tomarenses não precisassem de sair, é possível que houvesse intensas transmissões locais (as zonas de maior concentração humana, logo de maiores oportunidades, são as mais afetadas). Acresce que as restrições de movimentos são sobretudo de e para os 121 concelhos considerados de risco.
            Sobre o futuro da cidade, o que parece é que os tomarenses residentes estão satisfeitos com a situação, há décadas, e os insatisfeitos foram embora. Como explicar as sucessivas votações (por vezes repetindo maiorias absolutas) em quem nada fez (e até contrariou) para o desenvolvimento do concelho e atracção populacional?

    • Curiosa visão das coisas. Opções erradas, falta de visão estratégica, perda de influência política, tudo coias de que se podem acusar as edilidades anteriores, escreve você. Com que intuito real? Acusar as edilidades anteriores nesta altura do campeonato, serve para quê? Apenas para branquear a atual maioria PS.
      Há pelo menos duas enormidades de que não se podem acusar as maiorias municipais anteriores. Falo da obras para enfeitar, sem qualquer utilidade prática, tipo Várzea grande. Falo também do aumento galopante da burocracia municipal, que tem levado os potenciais investidores a fugir daqui a sete pés.
      O patético caso da Estalagem de Santa Iria é mesmo de almanaque. Para quando o início da obras?
      Porque não admitem que, agoniados com tanta porcaria, os investidores desistiram? Quanto mais tarde pior maré.

      • Caro Carlos Evangelista,
        A pintura do convento de santa iria em vesperas de eleições foi o quê? O arranjo do mercado em vespera de elição foi o quê? Quais os investimentos atraidos pelos sucessivos executivos laranjas? Qual a desburocratização conseguida?
        Não tratemos de nomear responsaveis e culpas.
        Porque são comuns, a laranjas e rosas, porque pouco ou nada adianta. Para lá do registo, obviamente.
        Tratemos antes de pensar o futuro, que nem uns, nem outros, foram capazes.

        • Absolutamente de acordo consigo.
          O mais importante é pensar no futuro e agir em conformidade. Mas isso não exclui, antes implica, relembrar o passado. Não para ofender ou envergonhar os infelizes protagonistas, mas para daí retirar as inevitáveis conclusões. Isto porque, como é uso dizer-se, quem ignora os erros passados, está condenado a repeti-los.
          Também concordo que “nem uns nem outros foram capazes”. Mas que fazer então, no quadro do acanhado e prepotente sistema eleitoral que temos?

  6. Caro Tomar à ré:
    Respondo-lhe fora do sítio mais adequado, devido as limitações do TNR.
    Tem razão. Desde há pelo menos duas décadas que os tomarenses têm votado de modo algo incompreensível para quem se interessa pelas coisas da política local. É meu entendimento que isso se deve à “camisa de forças” que é o nosso ultrapassado sistema eleitoral. Houve, é certo, aquele movimento independente, o qual todavia, por manifesta falta de adequado programa, apareceu desde o início como “do contra”. E assim se passaram 12 anos, sem qualquer proveito. Nem para os integrantes do dito, nem para os tomarenses.
    Entalados entre um sistema eleitoral de listas partidárias obrigatórias e essa malograda experiência dos IpT, os eleitores tomarenses reagem como podem. Metade não vota, para evitar futuros problemas de consciência. A outra metade é forçada a optar por uma das toscas opções que lhe apresentam.
    Excluo naturalmente essa percentagem decerto importante dos sempre festa e pança cheia, que votam em quem mais lhes dá.

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