Este ano, o Congresso da Sopa, a realizar dia 30 de maio, vai mudar do Mouchão para o antigo parque de campismo, atual parque de caravanismo.
Depois de cerca de 30 anos a realizar-se no parque do Mouchão, o evento gastronómico terá como local o antigo parque de campismo, atualmente encerrado devido aos estragos provocados pela tempestade Kristin.
Os caravanistas estão provisoriamente instalados no parque junto à igreja de Santa Maria do Olival.
Não se sabe se esta mudança do Congresso da Sopa é definitiva ou temporária.
Na edição deste ano, a 32ª, mantém-se a política de preços: para quem já trouxer a “ferramenta” de casa (tigela e colher), o preço de entrada é de 5 euros para adultos, 2 euros para crianças dos 5 aos 12 anos e 12 euros para família (2 adultos + 2 crianças). O kit Congresso da Sopa (tigela, colher e copo) é vendido à parte por 4 euros.
O evento começa normalmente às 12h30 e termina quando acabarem as sopas. As receitas (até 5 mil euros) revertem para o CIRE – Centro de Integração e Reabilitação de Tomar.
Foi há 33 anos que Manuel Guimarães teve a ideia de lançar o Congresso da Sopa, um evento inicialmente recebido com desconfiança e algumas críticas, mas que acabou por se consolidar e ser replicado por todo o país.



2 comentários
Mau, mau….!
Até aqui, esta nova vereação tem tomado decisões e tido iniciativas que, por contrastarem com a arrogância e a falta de identificação com a cultura do concelho e os sérios interesses dos tomarenses que caracterizavam a vereação anterior iam merecendo o nosso aplauso, mesmo que ele não fosse tão notório assim.
Mas eis que começam a parecer sinais de que a mudança não é tão séria, afinal.
Veja-se este caso.
A questão não é a da localização do evento “congresso das sopas”, ele próprio uma instituição com pergaminhos estabelecidos desde os tempos do saudoso Manuel da Silva Guimarães.
A questão é a do uso da ilha do Mouchão por parte dos tomarenses.
Durante muito tempo, para além de local de recreio e passeio, aquele espaço era utilizado por instituições, associações ou grupos de cidadãos tomarenses que a edilidade não via mal em apoiar.
Mas as coisas começaram a mudar já faz tempo.
Uma vez, a edilidade resolveu proibir a realização de um eventos que havia sido aprovado previamente e que também já tinha tradição estabelecida, porque uma outra associação (para o caso uma associação desportiva), entendeu por bem que, naquele dia o que queria mesmo era fazer um jogo de basquete ali no relvado.
Moral da história: a ninguém ocorreu que ali a cerca e 80 metros estava um pavilhão desportivo bem artilhado com tuto o que era especificamente necessário para a prática daquele desporto.
E assim, a palavra e a dignidade da edilidade foi mandada para o esgoto onde comem os peixes gordos.
Meses mais tarde, a própria feira “Alternativa”, que nos deveria orgulhar, tanto pela sua identidade cultural, como por ser um excelente interface com a comunidade nórdica que tivemos a sorte de acolher, foi também corrida para o parque de estacionamento do mercado.
Agora é a vez de o “Congresso dos Sopas” incomodar os senhores da Estalagem de Santa Iria.
Senhor Presidente: tenha lá muito cuidado. A euforia de victória que ainda sentem é muito fugaz.
E esta política de tirar a cidade aos tomarenses e tirar os tomarenses da cidade, de certezinha absoluta que lhe vai dar mau resultado.
Perfeito.