O comboio de Lisboa para Tomar continua a apresentar níveis elevados de sobrelotação, mesmo fora dos horários de maior procura.
Francisco Madelino, ex-presidente do INATEL e do Instituto do Emprego e Formação e atual vereador na câmara de Salvaterra de Magos, partilhou uma imagem no Facebook que retrata o estado superlotado que diariamente apresenta o comboio de Lisboa para Tomar.
A imagem foi captada a meio da tarde, ou seja, nem sequer é no horário de maior procura.
“Criam-se Passes Verdes, a oferta de comboios e linhas férreas mantém-se, e os resultados é uma procura sufocante, incluso nos parques”, critica o autarca socialista.
Defende que “na mobilidade, há muito a fazer, sobretudo para além do populismo”.
Na sua opinião “o défice de linha férrea, nos acessos a Lisboa, agravada com a expulsão dos residentes e dos que nela trabalham, leva à necessidade urgente de criar soluções que aumentem a oferta. Há disponibilidade da procura para transportes públicos”.
A situação dos comboios de Lisboa para Tomar e vice-versa volta assim a relançar o debate sobre a mobilidade ferroviária na região e a necessidade de investimento sério no transporte público.



3 comentários
desde que fizeram o passe verde é assim pelo menos até a Azambuja….
O comboio vem cheio sim para lisboa de manhã e de volta à tarde, ainda enche mais e fica sobrelotado entre Azambuja e Lisboa, apesar de haver um comboio urbano que faz o mesmo trajecto e que leva menos pessoas porque para em todas as estações enquanto que o comboio regional de Tomar é rápido. A solução poderia ser de o comboio de Tomar não parar nas estações intermédias entre Azambuja e Lisboa e as pessoas terem de mudar para o comboio urbano, sendo que para não se atrasarem teriam de os horários ser logo seguidos.
Vivi no Cacém entre 2002 e 2020 pelo que conheço bem a linha de Sintra. Não tendo atualmente viatura própria e sendo adepto fervoroso da ferrovia sou desde a primeira hora utilizador do passe ferroviário nacional. Posso dizer que atualmente, mercê da pressão imobiliária desenfreada e do boom migratorio dos ultimos anos, não existe grande diferença entre um urbano de Sintra para Lisboa, ou de um regional do Entroncamento para Lisboa. Nada mais a acrescentar…