Opinião de Zélia Alves (PSD)
O CNA (Colégio Nuno Alvares) foi fundado em 1932, na cidade de Tomar. Foi tido como um dos mais prestigiados e frequentados estabelecimentos de ensino particular de Portugal, à época.
Os Colégios Nun’Álvares de Tomar, Masculino e Feminino, foram pioneiros na internacionalização e globalização, recebendo ao longo de mais de 53 anos, milhares de alunos, de todo o mundo.
O seu prestígio, encontra-se espelhado em toda a sociedade portuguesa e no estrangeiro, havendo figuras de destaque em, praticamente, todos os sectores da vida pública, desde o político ao militar, passando pelo jurídico, artístico, cultural e científico.
Este enquadramento histórico, serve para contextualizar, a tomada de decisão de criar um CNA (Centro de Negócios e Aceleração), num espaço emblemático, e que, por demasiado tempo, esteve numa qualquer gaveta, à espera da coragem política, para impulsionar o que se revelava, uma necessidade de “…promoção do desenvolvimento económico, da inovação e do empreendedorismo…”
Um Centro de Negócios passa por conseguir identificar as mais valias que, pode representar, para um negócio e uma das principais vantagens, é a flexibilidade, para empresas mais jovens ou empreendedores iniciantes.
O CNA de Tomar, oferece termos flexíveis, inclusivamente, com modelos mais acessíveis, como por exemplo, os planos de coworking, ou a sediação virtual, que têm preços mais reduzidos.
Por isso, o CNA não pode ser visto apenas como mais uma infraestrutura ou como uma simples sigla. É, acima de tudo, uma oportunidade para devolver vida e propósito a um espaço com uma história marcante, colocando-o ao serviço do presente e, sobretudo, do futuro de Tomar.
Se o antigo Colégio Nuno Álvares foi, durante décadas, um lugar de formação, de conhecimento e de encontro de pessoas vindas de diferentes partes do país e do mundo, o novo CNA pode assumir uma nova missão: ser um lugar de criação, de inovação, de empreendedorismo e de oportunidades.
Mais do que ocupar um espaço, importa criar um verdadeiro motor de desenvolvimento para Tomar, capaz de aproximar empresas, empreendedores, conhecimento e talento, criando condições para que novas ideias se transformem em projetos, negócios e emprego. Um território desenvolve-se quando consegue criar oportunidades para quem cá vive, mas também quando consegue atrair quem procura um lugar onde possa investir, trabalhar e construir o seu futuro.
É neste sentido que a retenção de talento ganha uma importância decisiva. Cada profissional que permanece, cada empresa que se instala, cada projeto que nasce e cada jovem que encontra em Tomar uma oportunidade para ficar representam mais do que um sucesso individual: representam um contributo para a dinamização económica e social do concelho.
O CNA não é, portanto, apenas uma sigla. Pode ser uma peça importante na construção de um Tomar mais empreendedor, mais inovador e mais capaz de criar o seu próprio futuro. O verdadeiro sucesso deste projeto medir-se-á pelas empresas que ajudar a nascer, pelos projetos que fizer crescer, pelo talento que conseguir fixar e, sobretudo, pelo contributo que der para o desenvolvimento sustentável de Tomar.
Zélia Alves, Deputada Municipal do PSD Tomar

