O cavaleiro tomarense Vasco Mira Godinho, da Quinta de São Gabriel da Atouguia, perto de Cem Soldos, vai participar no Campeonato Mundial de Dressage que se realiza em Aachen, na Alemanha, entre 11 e 23 de agosto.
A prova integra os Campeonatos Equestres Mundiais da FEI – Federaçã Equestre Internacional e reúne os melhores ginetes e cavalos do mundo para provas de alto nível.
Vasco é casado com Carlota Costa Macedo Barreiros Mota Mira Godinho e genro de Sofia Themudo Castro Costa Macedo Barreiros Mota viúva do saudoso equitador Paulo Barreiros Mota, residentes na mesma quinta.
Atualmente é o Vasco e a Carlota que são proprietários do picadeiro Paulo Barreiros Mota situado na referida quinta.
Dressage é uma modalidade do hipismo que significa a arte de treinar um cavalo para executar movimentos harmoniosos, elegantes e obedientes apenas com comandos subtis do cavaleiro. A palavra vem do verbo francês dresser, que quer dizer “treinar” ou “adestrar”.
Há poucos dias, Vasco publicou uma mensagem no Facebook sobre o desafio de participar naquela prova:
Daqui a poucas semanas vou estar com o Marquês dos Cedros no Campeonato do Mundo de Dressage 2026 em Aachen, o maior palco da dressage Mundial.
À medida que a prova se aproxima, é impossível não sentir o peso do momento.
Depois de tantos anos de trabalho, de sacrifícios e de dedicação, é inevitável pensar em tudo o que pode correr bem… e em tudo o que pode correr mal.
Mas hoje aconteceu algo que me fez parar.
Vi a minha filha Assunção, a montar o Trigo.
E, de repente, foi como viajar no tempo.
Voltei a ser aquela criança que só queria montar a cavalo, sem pensar em classificações ou campeonatos.
Lembrei-me da alegria de montar a cavalo, da paixão que nasceu muito antes de existirem grandes objetivos e da felicidade que sentia simplesmente por fazer aquilo que mais gostava.
Foi assim que percebi porque cheguei até aqui.
Não foram apenas os resultados, nem os campeonatos. Foi a paixão por montar a cavalo. Foi o sonho de uma criança que nunca deixou de acreditar. É essa paixão que me faz levantar todos os dias para trabalhar, aprender, falhar e voltar a tentar.
Vamos dar tudo o que temos, com a responsabilidade que este momento exige.
O resultado não sei.
Mas, aconteça o que acontecer, hoje lembrei-me da razão pela qual comecei esta viagem.
E quando nunca perdemos essa razão, já somos privilegiados.
E só por isso já valeu a pena!


