Num poste da nova zona verde do Flecheiro em Tomar está afixado um cartaz de protesto contra o elevado custo das obras naquela zona.
“RIVIERA de Anabela de Freitas e Hugo Cristóvão, 3.200.000 Euros. Vende-se” pode ler-se no cartaz de papelão.
Normalmente o termo “Riviera” refere-se a uma região costeira, popularizado pela Riviera Francesa, como a famosa Côte d’Azur, sendo usado para descrever áreas turísticas com clima agradável e paisagens cénicas.
As obras de arranjos exteriores e arruamentos no Flecheiro, zona ribeirinha na zona sul de Tomar, custaram mais de três milhões de euros, com financiamento comunitário.
Apesar do elevado custo, no terreno, a zona verde continua a defraudar as expectativas sendo apontadas várias críticas. Quase todos os anos no inverno o espaço fica inundado com a subida das águas do rio Nabão. Passadiços e parque infantil ficam debaixo de água.
O espaço continua sem iluminação pública não podendo ser usufruído de noite. O bebedouro continua sem água e, nesta altura, ainda são visíveis as consequências das últimas cheias com terra, areia, lixo e troncos espalhados pela zona inundada.
Além disso, as obras apenas abrangeram a zona mais próxima do rio. O restante terreno até às habitações e oficinas continua em terra batida, desordenado e com a estrada do Flecheiro em mau estado.



2 comentários
Era aproveitar a areia depositada pelas cheias e explorar comercialmente como pseudo praia fluvial, com uns chapéus de sol, umas espreguiçadeiras, mais umas tantas esplanadas e roulotes de comes e bebes. As autocaravanas no topo estacionadas. O turismo local agradece. 😎🏖️
Foi uma grande obra, isto para os socialistas da praça.
Para o cidadao comum é uma obra mal feita, em especial junto ao rio com o alagamento de parte do Flecheiro e o consequente abandono por nao existir limpeza e manutençao do Espaço.