Exmo. Sr. presidente de Câmara, Engº Tiago Carrão:
Vem esta carta aberta a propósito de uma notícia publicada no órgão digital “Tomar na Rede” sobre Lombas e Passadeiras, da campanha “zero mortes na estrada” a decorrer entre 16 e 22 de setembro, e serve a presente para o sensibilizar – e respetivos vereadores – para um dos graves problemas que o país tem, e que no seu concelho (e distrito: Santarém) não foge à regra: a SINISTRALIDADE RODOVIÁRIA.
Tudo o que V/ Exa puder fazer para minimizar este flagelo nacional e contribuir para a segurança rodoviária de munícipes e visitantes de Tomar é bem vindo e só peca por tardio.
Deve perceber V/ Exa que a cultura de prevenção e segurança é domínio de muito poucos, e que muitas vezes os “descontraídos” e irresponsáveis os apelidam de exagerados e despropositados, mas não faça caso disso, pois se trata de gente ignorante e destaque-se V/Exa antes pela positiva, implementando as medidas necessárias. Há muito a fazer em Tomar neste campo.
Claro que “depois de casa roubada, trancas à porta”. Aí lá vão os BOMBEIROS, o INEM, a PSP, a GNR a apitar por aí fora, pessoas feridas, mortas, famílias destruídas. E atenção, que tudo isto tem custos diretos e indiretos (sabe o que é? Sabe, porque V/Exa estudou e tem formação superior), e se reflete no concelho, no distrito e no país.
Além dos sinistrados, as entidades envolvidas, inclusive hospitais e SNS no geral, saem sempre prejudicadas. Quanto mais sinistralidade rodoviária houver, mais meios e dinheiro serão desperdiçados. O prejuízo é para todos, além da má imagem da cidade ou concelho!
Tudo o que V/ Exa, enquanto presidente da Câmara de Tomar, puder fazer para acautelar a segurança dos cidadãos nunca será excessivo, e nunca tenha receio de pecar por excesso, porque o mal está …em pecar por defeito.
Faça um levantamento de passadeiras e lombas na cidade; elimine as sem utilidade prática (ou reposicione-as), ou de conceção errada ou antiquada (atenção que hoje os carros têm jantes de 17, 18, 19 polegadas e facilmente transpõem lombas antigas, pensadas para quando os carros tinham jantes 13 e 14!); introduza semáforos em pontos críticos; mande pintar passadeiras que há muito perderam a tinta; crie lombas – não tenha medo das lombas – onde os “aceleramentos” e riscos de atropelamento possam ser mais críticos; aconselhe-se com outras autarquias/cidades mais avançadas e sensibilizadas para este problema. Se não souber, copie por eles; por último, tudo o que puder fazer para entravar e reduzir a velocidade dos veículos na cidade é da maior importância, porque “pressas” e “aceleramentos” é para PSP / GNR / BOMBEIROS / INEM no desempenho legal, legítimo e altamente meritório das suas funções em emergência, não para inúmeros (perdão: energúmenos) condutores de motociclos ou automóveis que, de escape adulterado, aceleram ao máximo nas artérias de Tomar – todos os ouvimos! – pondo em risco terceiros e criando poluição sonora quer de dia quer de noite, e tudo isto com a maior impunidade.
Como Tomar também recebe gente de fora, nunca será demais pensar na sua (boa) imagem. Um dos pontos onde se poderá criar essa boa imagem será na PREVENÇÃO RODOVIÁRIA, tornando a cidade mais segura, até porque a Polícia não pode estar em todo o lado.
Agora é só V/ Exa mandar fazer um estudo sério sobre o assunto por quem perceba realmente de “prevenção rodoviária”, e tomar medidas, Sr. presidente.
F. S.


1 comentário
Tomar deveria divulgar anualmente os números da sinistralidade rodoviária no concelho. Há alguns registos de ocorrências da PSP/GNR, outros, dos Bombeiros, mas de forma global e oficial, a autarquia não faz isso. A bem da transparência e da informação ao cidadão, deveria fazê-lo.