O Plano Municipal de Emergência, que “estabelece a organização, procedimentos e recursos necessários para prevenir e mitigar riscos, garantindo uma resposta rápida e eficaz a acidentes graves ou catástrofes no concelho”, foi acionado pela câmara de Tomar no dia 28, na sequência do rasto de destruição provocado pela tempestade Kristin.
Segundo a câmara, “regista-se um cenário de grande devastação em todo o concelho, com a queda de um elevado número de árvores, destruição de várias estruturas, queda de muros, acumulação de detritos e destroços nas vias públicas, bem como a existência de estruturas em risco de queda, o que compromete a circulação e exige cuidados redobrados por parte da população”.
Praticamente todo o concelho está sem fornecimento de energia elétrica, à exceção da zona central da cidade, confirma a autarquia, num balanço da situação.
Verificam-se falhas generalizadas nas telecomunicações, tanto nas redes móveis como fixas. Registam-se falhas no abastecimento de água, em parte consequência da falta de energia nas estações. Para a câmara a prioridade é a reposição do abastecimento.
Quanto ao fornecimento de energia elétrica “de momento, não existe ainda previsão para a estabilização, devido à dimensão dos estragos verificados. As equipas da E-Redes encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para a reposição do serviço”.


2 comentários
As Equipas da E-Redes encontram-se no terreno? Em que terreno?
A zona onde resido está sem energia à aproximadamente 40 horas e ainda ontem ao final do dia dei uma volta por algumas localidades do concelho, umas com energia outras sem energia, e não vi uma única equipa da E-Redes, um único carro da E-Redes.
É inadmissível que não haja uma informação, um alerta, um SMS a informar quando é que é expectável a reparação da avaria na sua Oba se residência.
Com este desabafo não quero colocar em causa o profissionalismo e empenho dos colaboradores e prestadores de serviço da E-Redes, que não têm culpa nenhuma, mas quem tem a responsabilidade de gerir a E-Redes, e depois da experiência do Apagão, devia ter outra consciência do quão importante é a comunicação e a gestão de expectativas dos clientes/opinião pública.
Quando é para cobrarem as facturas e fazerem pressão para terem mais benefícios fiscais são intransigentes, já quando têm que dar resposta a situações críticas ninguém os vê ou ouve.
Mas se calhar a culpa é minha que estou sem energia à aproximadamente 40 horas e não consigo ver notícias.
Como era previsível, está à vista o amadorismo do novo elenco camarário.
Tomar merece mais e melhor, fraquinhos, fraquinhos.