Um cidadão anónimo vinha alertando insistentemente desde 6 de fevereiro vários media para a situação de risco em que se encontrava o sem-abrigo Vasco que pernoitava numa tenda, debaixo da ponte pedonal do Flecheiro, perto do mercado municipal de Tomar, margem oposta.
O local, que sem o efeito das sucessivas tempestades – e aumento do caudal dos rios – já era perigoso, com a depressão Kristin e as outras que se seguiram, tornou-se ainda pior.
Os alertas foram repetidos no sentido de sensibilizar as autoridades de Tomar a agir e a tirarem dali o homem, mesmo que de forma coerciva, ao abrigo do “superior interesse da salvaguarda de vida humana em perigo”.
Na manhã do dia 12 de fevereiro, a tenda do sem-abrigo e outros pertences haviam desaparecido, vendo-se claramente que a subida vertiginosa do rio Nabão tinha ali chegado durante a noite, deixando ainda assim visível uma palete de madeira e vestígios de roupas espalhadas.
O que terá acontecido à tenda? O que terá acontecido ao sem-abrigo? As autoridades foram lá? Retiram dali alguma coisa ou não? Se retiraram, porque não fizeram o trabalho completo e retiraram tudo, deixando ficar a dúvida no ar do que terá realmente acontecido ali durante a noite de quarta (dia 11) para quinta (dia 12)?
Fica a interrogação. Quem souber, que responda. Da parte do cidadão anónimo que se preocupou com uma vida em risco, se encerra este (triste) assunto.
Anónimo



1 comentário
Potugal muito carente nestes casos…