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Pedro Abrunhosa defende restauro da janela do Capítulo

O músico Pedro Abrunhosa esteve em Tomar no dia 19 para participar no encontro “Fora da Caixa”, promovido pela Caixa Geral de Depósitos no Convento de Cristo, e aproveitou para tirar uma foto junto à janela do Capítulo, que publicou no Facebook e no Instagram.

O recado ao governo e aos responsáveis pelo património ficou dado: “É imperioso descativar a verba atribuída ao restauro da Janela. É também por estas razões que o Orçamento para a Cultura é embaraçante para Portugal”, criticou o músico.

A publicação regista já mais de 5 mil reações, mais de 150 comentários e partilhas no Facebook.

 

Clara de Sousa e Pedro Abrunhosa em encontro da CGD no Convento de Cristo

5 Comentários

  1. Felizmente, o convento de Cristo está fora da alçada da câmara municipal de Tomar, quando não, a excelsa presidente era capaz de mandar proceder à limpeza dos fungo a jacto de areia…

    1. Mas é exactamente isso que a DGPC se prepara para mandar fazer. De forma habilmente camuflada, bem entendido. Garantindo que será tudo feito à mão, por especialistas do melhor que há, e com todas as garantias. Entretanto já temos o exemplo infeliz do claustro da hospedaria. Ou a experiência preparatória com alguns anos, na fachada norte do Coro Manuelino.
      Os tomarenses quase todos estão-se marimbando para o Convento. “É só pedras”, murmuram com ar enfadado.
      Para os pouquíssimos que queiram saber como vai ficar depois a Janela, aconselha-se uma visita ao portal da igreja da Atalaia, já beneficiada com o dito tratamento a jacto de areia. Se conseguirem comparar, por meio de fotos da época, como estava antes, vão ficar esclarecidos e estarrecidos

  2. Tem razão Erica. Está bem visto!
    Até poderíamos dar-nos ao exercício de imaginar como seria se a janela estivesse sob alçada da câmara.
    Não seria descabido – considerando o que tem sido a política cultural e de obras municipais – imaginar qual seria a intervenção do município na janela do capítulo, se lhes pudessem deitar as garras.
    – Chamavam os arquitectos que “trataram” da Av. Torres Pinheiro e da Várzea Grande e diziam-lhes:
    – É para fazer uma coisa assim em grande, que dê nas vistas e, sobretudo que dê que falar, não importa se é para dizer mal.
    Então os senhores, com tão nobre e elevado caderno de encargos, mandavam arrasar tudo o que fosse pedra velha e com sinais dos tempos (até podiam chamar o Pedro Abrunhosa para lhes explicar quais); depois mandavam colocar uns azulejos em grande (há agora uns muita giros a imitar o histórico e a feira medieval, e há outros que imitam uns aos outros); No meio daquilo, onde estão ainda aquelas pedras antigas que o Pedro Abrunhosa não percebe nem gosta, punha-se uma janela em alumínio lacado bem limpinho; depois, nos vidros, punha-se uma tela de plástico a espelhar, umas que em certas posições até dão para ver uma imagem. E então, numa das abas via-se a cara da presidenta em trajes medievais – com aquele sorriso que ainda está por aí nos placards, e na outra – aqui tenho dúvidas – não sei se o Ugo se a da cultura, ou talvez mesmo ambos escarrapanhados num cavalo com uma saia medieval.
    – Espetacular!
    E como música de fundo entrava então o Pedro Abrunhosa com aquela cantiga que o lançou: “talvez…”

  3. Acho imensa que o musico tenha chegado à conclusão de que isto e aquilo precisa de restauro. Deste já é uma interpretação complicada de se tirar. Em jeito de recado, por ser uma figura mundialmente conhecida? Por entender de métodos e técnicas de restauração? Uma questão, será que ele tirou os óculos quando apreciou? Outra, não é ele próprio que precisa de restauro? Tal como a quem relata este “nonsense”?

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