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Carlos Carvalheiro defende substituição da diretora do Convento de Cristo

O encenador do grupo de teatro Fatias de Cá, Carlos Carvalheiro, num texto publicado no jornal O Templário da semana passada, pede a substituição da atual diretora do Convento de Cristo, Andreia Galvão.

A propósito da festa dos Tabuleiros, Carlos Carvalheiro diz não entender como é que o Convento de Cristo, “se mantém altaneiro e isolado como se não fizesse parte integrante da Comunidade? Não se trata tanto de ceder espaço para atividades e eventos. Trata-se da responsabilidade de quem manda naquilo garantir o seu contributo empenhado e a sua responsabilidade histórica na vivência de algo que muito possivelmente foi congeminado entre aquelas paredes. Não me estou a referir ao desígnio templário da saga marítima. Refiro-me especificamente à Festa dos Tabuleiros enquanto Festa do Espírito Santo”.

Para o encenador “a atual diretora do Convento de Cristo tem demonstrado amplamente que percebe mais de outras coisas”.

E por isso defende que a câmara deve tentar convencer o Governo a substituí-la “por quem interiorizasse que Tomar e o Convento de Cristo são como a utopia dos Templários a respeito do mundo: uno e diverso”.

Escrita por Redação

Comentários

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  1. Pois. Já tardava.
    Este cavalheiro tem-se como “director” de um grupelho de pessoas, variável, mas que se tomam como o sector cultural do teatro desta terrinha.
    Dada a total ausência de contexto, concorrência e massa crítica, ninguém se atreve a dizer que aquilo que fazem… não é nada. Ou, pelo menos, teatro não é. Garantidamente.
    Do que eu pude testemunhar, numa região onde, para além de massa crítica, faltam também eventos onde as pessoas vão, fazem umas “cenas” a puxar ao espectacular e “diferente”, metendo uns fogachos no Castelo de Almourol assim à noitinha, com sopa a seguir, ou então uma espécie de brincar às escondidas em castelos e conventos tendo como referente “O nome da Rosa” do Umberto Eco.
    Como aquelas manobras envolvem e tentam tornar cúmplice a assistência, que aliás é “calada” com “papas e bolos”, e como, repito, falta por cá uma voz ou duas que denuncie que o rei vai nu, e como não acontece mais nada, e como por cá não se diz mal de cá, aquilo que este artista representa passa por teatro e até por cultura.
    Ele até deu um nome ao grupelho que é um autêntico escudo protector: Fatias de cá. Os de cá não se atrevem ou não sabem; os outros, não sabem ou não ligam.
    Esta ou uma anterior direcção do Convento de Cristo já lhe permitiu fazer por lá umas gracinhas. Mas quando a coisa começou a dar para o abuso e estavam assim a modos que a querer já tomar posse daquilo, foram gentilmente corridos. Já chegava.
    Agora volta à carga e investe mesmo na substituição da direcção do convento.
    Incompetentes e “nharros” na arte de que se arvoram, ou então destituídos de público e massa crítica que lhes pague a bilheteira, estes cavalheiros procuram todas as vias possíveis e imaginárias para garantir uma renda ou uma tença a pretexto da tal cultura que nos querem convencer que fazem.
    Podemos não concordar com a orientação que essa tal direcção do convento tem para aquilo. Mas tenho para mim que resistir às pretensões e estratégias medíocres como esta é afinal, indicador de que por lá ainda há foros de dignidade nacional e cultural.

  2. So falta dizer que quem em Tomar tiver a veleidade de dizer mal dessas excelências nomeadas pelo governo, devia ser desterrado.
    Tanta violência na desqualificação do sr. Carlos, que só posso concluir que ele deve ter razão nas críticas que faz.

  3. Está enganadinho.
    Não houve violência nenhuma.
    Pode-se ler: houve factos e opiniões fundamentadas. Nada mais.
    E essa de entender que uma pessoa, mesmo o senhor Carlos, deve ter razão só porque o criticam com fundamento, é uma maneira de pensar que… dispensa mesmo o pensar.
    Mas, se for capaz, pense nisto:
    Os directores/as dos conventos são escolhidos por concurso público. Mal ou bem, é muito melhor um mediocre escolhido por concurso público do que um medíocre escolhido por ser “de cá”.
    E esse tal Carlos, tanto quanto posso ver, é “de cá” e é mediocre.

  4. A verdadeira questão é se as pessoas de cá devem ter alguma palavra acerca de quem e como dirige o Convento de Cristo, ou se devem continuar a geri-lo como se estivesse em Lisboa. A minha opinião é que os de Cá deviam ter uma palavra decisiva. Em relação às críticas a um projecto cultural importante como o “Fatias de Cá” parece-me só a arrogância do ” eu não gosto por isso não vale nada”.

  5. Vamos lá então a puxar pela paciência e explicar-lhe 2 ou 3 coisinhas.
    Primeiro (para respeitar a ordem que você entendeu colocar): não há “a verdadeira questão”.
    Há questões. As minhas, as suas, as públicas e as particulares etc. e tal. E serão todas verdadeiras. Mais importantes para uns do que para outros/as. Mas verdadeiras. E só conversando, de preferência com elevação e ironia (é mais agradável) é que elas se esclarecem.
    Eu não sei em que medida, e concretamente em quê, o convento está a ser gerido como se estivesse em Lisboa. Onde e como é que se nota tal coisa? Mal ou bem, e isso é outra discussão (também verdadeira) ele é suposto ser gerido como património nacional e mesmo mundial. E sendo mundial ou nacional, os tomarenses estão incluídos.
    Na “sua opinião”, “os de Cá deviam ter uma palavra decisiva”. Porquê? Já pensou no absurdo do que escreveu?
    Dispenso-me de lhe explicar o absurdo desse entendimento, segundo o qual quem quer que seja que tem relações de vizinhança com qualquer instituição de índole nacional é que deveria ter a “palavra decisiva” sobre a sua gestão.
    Um exemplo: já imaginou o que seria se o rei D. Manuel e mais os seus artistas, em vez de inventar o estilo manuelino inspirando-se na perspectiva mundialista que estavam a inaugurar, em vez disso, tivessem ido perguntar aos Carlos Carvalheiros que deveria haver por cá, se achavam bem, ou que que é que achavam?
    Confesso que chego a ter dúvidas sobre a sua capacidade de entendimento do que acabei de escrever.
    É que você é uma pessoa que diz umas coisas assim sem pensar, chega a dizer que eu disse o que eu de facto nunca quis dizer, acredita nisso, e depois “argumenta” com um entendimento que eu não tenho, mas que você ache que tenho e… até lhe dava jeito que tivesse.
    Segue mais um exemplo:
    Então você acha que eu entendo que, porque não gosto, não vale nada? E mais: chaga a achar que esse meu entendimento é arrogância. Vá lá ler melhor. O que eu disse e, sobretudo o que você escreveu.
    Comigo é exactamente ao contrário: Eu não gosto, porque não vale nada! Percebe? E, meu caro, gostos não se discutem.
    Para mim, esse tal Carvalheiro (que sabemos ser seu amigo), e mais a manobras “teatrais” que ele quer fazer nos monumentos nacionais, está para o teatro como o Tony Carreira e mais o filho estão para a música: uma pimbalice. Ele também podia ir para as “feiras medievais”, era um nicho de mercado com muita saída. E mais ao seu estilo. Como essa coisa (uma tradição milenar inventada anteontem: a festa templária.

  6. Tanta palavra para se confirmar a superioridade moral/intelectual/de esperteza. Fui ver o site do “Fatias de Cá” e verifiquei que durante uns tempos vão andar por Coimbra, cidade do Conhecimento e Património Mundial.

  7. É muita palavra, é. Cansa, não cansa?
    E só de ler! (Conseguiu chegar ao fim?)
    Perceber ou entender, isso já é outra coisa.
    Talvez uma ocasião que vá a uma “cidade do conhecimento e Património Mundial” lhe deem um curso acelerado de entendimento de textos com mais de 20 palavras.
    Mas olhe, faça um esforço para entender:
    Quem pensa diferente de si e se dá ao trabalho (enorme) de lhe tentar explicar, não é porque tenha uma qualquer pretensão de “superioridade moral/intelectual/de esperteza”. É só porque pensa diferente e – aqui é que está o erro – chega a pensar que o senhor também pensa. Mas o senhor… nem entender o que lhe dizem, quanto mais…
    Quanto ao seu amigo Carlos, deixe-o andar lá por Coimbra. Mas cuidado! Não vão os de lá acharem que eles é que têm a palavra decisiva.
    Quanto a essa estratégia de a Câmara de cá, desautorizar o governo nacional para correr com a directora que foi selecionada por conA.Samoe por lá um de cá, para o caso esse Carvelheiro… bom para iosso é mesmo melhor tirarem o cavalinho da chuva.

  8. (Sr. Administrador do Blog: conforme pode constatar o texto que enviei anteriormente tem dois erros nas duas últimas linhas. Se quiser ter a gentileza de o substituir por este já corrigido, agradeço)

    É muita palavra, é. Cansa, não cansa?
    E só de ler! (Conseguiu chegar ao fim?)
    Perceber ou entender, isso já é outra coisa.
    Talvez uma ocasião que vá a uma “cidade do conhecimento e Património Mundial” lhe deem um curso acelerado de entendimento de textos com mais de 20 palavras.
    Mas olhe, faça um esforço para entender:
    Quem pensa diferente de si e se dá ao trabalho (enorme) de lhe tentar explicar, não é porque tenha uma qualquer pretensão de “superioridade moral/intelectual/de esperteza”. É só porque pensa diferente e – aqui é que está o erro – chega a pensar que o senhor também pensa. Mas o senhor… nem entender o que lhe dizem, quanto mais…
    Quanto ao seu amigo Carlos, deixe-o andar lá por Coimbra. Mas cuidado! Não vão os de lá acharem que eles é que têm a palavra decisiva.
    Quanto a essa estratégia de a Câmara de cá, desautorizar o governo nacional para correr com a directora que foi selecionada por concurso e por lá um de cá, para o caso esse Carvelheiro… bom para isso é mesmo melhor tirarem o cavalinho da chuva.

  9. A.Samora, em poucas palavras, parece ser uma pessoa totalmente desiformada e mentecapta. Basta ver todo o percurso da dita Sra.. Foi desterrada para o interior, pois andava a causar demasiados incômodos onde estava. Tomar e o Convento merecem alguem à altura. Mas, pelos vistos, não deve saber o significado de competência e responsabilidade, necessária a para gerir um monumento destes. Que fale quem sabe…aliás, já falou.

  10. Sim, mas… concretamente o quê?
    Tanto quanto é público a senhora directora do Convento de Cristo veio para Tomar em resultado de um concurso que foi público, tendo sido selecionada como a melhor posicionada naquele concurso, com os critérios que também foram públicos, do conjunto de opositores/as que se apresentaram. Não houve contestação procedente por parte de ninguém, aqui incluindo os/as restantes opositores/as.
    Admito que, mesmo assim, a sua competência e qualidade sejam poucas para a magnitude do património que agora está sob sua responsabilidade.
    Mas, tanto quanto podemos ver, e a tomar só isto como exemplo, acho que ela demonstra um mínimo de competência para o lugar ao saber protege-lo das pretensões de encenadores “pequeninos” cujo único argumento que apresentam é o serem “de cá”.
    É poucochinho e medíocre.
    Nós, tomarenses, ficamos seguramente mais descansados/as se soubermos que a gestão do nosso (de tomarenses e do mundo) património é feito com padrões e critérios públicos e de qualidade em vez de apoderado por gente cujo argumento é o de serem “de cá”.
    Percebe-se muito bem ao que vem e ao que veem.
    Isto é uma terrinha pequenina e medíocre, em que os pequenos grupos de amigos que se têm como elite local procuram apoderar-se do património que nunca seriam capazes de produzir.
    Deprimente e empobrecedor.
    Essa lógica é uma lógica pobreta e medieval. Própria do tempo das carroças. Mas é nesse ambiente fechado e interiorista que esta gente quer solidificar os seus feudos.

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