Da visita técnica feita pelo município de Tomar e pelo instituto do Património Cultural, no dia 6, ao Aqueduto dos Pegões, concluiu-se não haver “risco iminente de colapso do monumento, contrariamente ao que foi sugerido em algumas notícias”, anunciou a autarquia em comunicado.
Esta conclusão resulta “da observação efetuada no local, à vista desarmada”, não havendo “até ao momento, qualquer informação formal, relatório técnico ou evidência comprovada que indique” aquele perigo.
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Apesar disso, os técnicos da câmara e do património concluíram que “a situação geral do aqueduto, em particular num troço de grande desenvolvimento vertical onde se verifica colonização vegetal e sinais de degradação, justifica que as preocupações manifestadas sejam tratadas com seriedade, rigor técnico e prudência institucional”.
A visita tinha por objetivo “avaliar no local as condições observáveis e clarificar a situação do ponto de vista institucional e técnico”.
Participaram o presidente da câmara de Tomar, Tiago Carrão, membros do executivo e serviços técnicos municipais, junta de freguesia de Carregueiros, representantes do Convento de Cristo, bem como de uma delegação do Património Cultural, I.P., liderada pela Vice-Presidente do Conselho Diretivo e integrada por técnicos especializados das áreas da arquitetura e da engenharia.
A autarquia garantiu que vai continuar a acompanhar este processo “com transparência, responsabilidade e articulação institucional, colaborando ativamente com as entidades competentes, nomeadamente o Património Cultural, I.P. e a ESTAMO, assegurando que a segurança das pessoas e a salvaguarda deste património histórico de elevado valor para Tomar e para o país permanecem como prioridades absolutas”.
A questão do perigo em que se encontra o aqueduto foi levantada pelo vereador José Delgado (PS) em reunião de câmara e teve eco na comunicação social.
O Aqueduto dos Pegões, também designado Aqueduto do Convento de Cristo, está classificado como Monumento Nacional desde 1910, com Zona Especial de Proteção fixada em 1946, integrando o domínio público do Estado, estando a sua administração na esfera da responsabilidade da ESTAMO – Participações Imobiliárias, S.A..
Comunicado da câmara de Tomar
Na sequência das notícias recentemente divulgadas na comunicação social sobre o estado de conservação do Aqueduto dos Pegões, o Município de Tomar, em articulação com o Património Cultural, I.P., promoveu uma visita técnica ao monumento, com o objetivo de avaliar no local as condições observáveis e clarificar a situação do ponto de vista institucional e técnico.
A visita decorreu no dia 6 de janeiro e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, de membros do executivo e dos serviços técnicos municipais, da Junta de Freguesia de Carregueiros, representantes do Convento de Cristo, bem como de uma delegação do Património Cultural, I.P., liderada pela Vice-Presidente do Conselho Diretivo e integrada por técnicos especializados das áreas da arquitetura e da engenharia.
O Aqueduto dos Pegões, também designado Aqueduto do Convento de Cristo, encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910, com Zona Especial de Proteção fixada em 1946, integrando o domínio público do Estado, estando a sua administração na esfera da responsabilidade da ESTAMO – Participações Imobiliárias, S.A..
Da observação efetuada no local, à vista desarmada, não resulta, até ao momento, qualquer informação formal, relatório técnico ou evidência comprovada que indique risco iminente de colapso do monumento, contrariamente ao que foi sugerido em algumas notícias. Ainda assim, a situação geral do aqueduto, em particular num troço de grande desenvolvimento vertical onde se verifica colonização vegetal e sinais de degradação, justifica que as preocupações manifestadas sejam tratadas com seriedade, rigor técnico e prudência institucional.
Importa sublinhar que, nos últimos anos, foram desenvolvidas várias ações de conservação e monitorização do monumento. Em 2019, por iniciativa conjunta do Município de Tomar e da então Direção-Geral do Tesouro e Finanças, foi realizada uma intervenção de contenção e estabilização num troço contíguo ao Vale dos Pegões. Em 2021, o Município promoveu igualmente um estudo de intervenção urgente para o troço de Brasões, com a implementação de medidas de contenção provisória.
Na sequência da visita técnica agora realizada, será elaborado um relatório que integrará a documentação existente. Considerando, contudo, que a observação direta não permite uma avaliação estrutural rigorosa, o Município de Tomar e o Património Cultural, I.P. entendem ser necessário avançar para um diagnóstico de engenharia aprofundado, a realizar por entidade independente e tecnicamente habilitada, o qual constituirá a base para qualquer decisão futura sobre intervenções de conservação ou restauro.
O Município de Tomar continuará a acompanhar este processo com transparência, responsabilidade e articulação institucional, colaborando ativamente com as entidades competentes, nomeadamente o Património Cultural, I.P. e a ESTAMO, assegurando que a segurança das pessoas e a salvaguarda deste património histórico de elevado valor para Tomar e para o país permanecem como prioridades absolutas.
Tomar – 08-01-2026
Aqueduto dos Pegões está em risco iminente de colapso, alerta autarca
1 comentário
A notícia mais interessante é saber que afinal a entidade responsável pelo aqueduto é a ESTAMO.
Para quem sabe o que é a ESTAMO , sabe que limita-se a gerir o imobiliário que tem a seu cargo MAL.
Como é possível que não estivesse na alçada do Património Cultural sendo monumento Nacional?
Mais quem afinal fez o estudo técnico para fazerem aquela CAGADA de recuperação estrutural ?
A CMT da altura não sabia que o monumento devia estar fora da alçada da ESTAMO e porque pagou a obra ?
Publiquem o estudo técnico que motivou as obras de contenção efetuadas e pagas pela CMT