O programa Alta Definição, na SIC, transmitido no sábado, dia 17, teve como entrevistado o ator e improvisador Carlos M. Cunha, natural de Azinhaga, concelho da Golegã, mas a residir no Vale de Santarém.
Num testemunho de vida poderoso, Carlos M. Cunha diz “Eu não sei se fui herói, se fui cobarde…” por ter abandonado a sua terra natal e ir à aventura construindo a sua “impressionante história de vida”.
Aos 64 anos relata que o teatro surgiu relativamente tarde na sua vida, apenas depois dos 30 anos. Antes disso, Carlos percorreu outros caminhos profissionais. Serviu como cabo na Força Aérea durante oito anos, com passagens por Tancos, Alverca e Ota. A remuneração insuficiente levou-o a abandonar a carreira militar e a ingressar no setor comercial, trabalhando como vendedor numa multinacional. Apesar da estabilidade financeira, sentia que aquele não era o seu destino.
Aos 30 anos decide mudar radicalmente de vida: deixa o Entroncamento e instala-se em Porto Covo, onde passa a dedicar-se ao artesanato durante seis anos. “Muitas das vezes nem dinheiro para a comida tinha… Passei fome muitos dias”, disse. É no litoral alentejano que se dá o primeiro contacto com o teatro, iniciando-se em Sines, no Teatro do Mar. Seguem-se experiências no Teatro Pim, em Évora, no Chapitô, em Lisboa, até que, no ano 2000, funda com César Mourão e Ricardo Peres o grupo Commedia a la Carte, pioneiro da improvisação teatral em Portugal.
A partir desse momento, a sua carreira ganha novo impulso, com participações regulares em programas e séries televisivas. Integrou a série 5 Para a Meia-Noite, juntamente com o grupo SPAM.
É pai de três filhos.

