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Maternidade de Abrantes vai continuar a funcionar de forma alternada

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A direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) decidiu prolongar por mais dois meses a solução para as urgências de ginecologia e obstetrícia e para os blocos de parto de Abrantes e Santarém, como tem acontecido desde o início do ano.

No caso da maternidade de Abrantes, vai fechar em fins de semana alternados até ao final de maio, segundo o calendário divulgado esta semana (ver abaixo).

De segunda a quinta-feira, não há condicionamentos e a maternidade de Abrantes estará sempre aberta tal como os restantes 12 serviços de urgência com blocos de partos na região de Lisboa e Vale do Tejo. Entre sexta-feira e domingo, os encerramentos vão continuar a ser alternados entre Santarém e Abrantes.

Maternidade de Abrantes fechada:

Dias 7, 8 e 9 de abril

Dias 21, 22 e 23 de abril

Dias 5, 6 e 7 de maio

Dias 19, 20 e 21 de maio

 

Maternidade de Santarém fechada:

Dias 14, 15 e 16 de abril

Dias 28, 29 e 30 de abril

Dias 12, 13 e 14 de maio

Dias 26, 27 e 28 de maio

Esta decisão decorre de uma avaliação feita nos últimos três meses e, depois de várias conversas com as direções dos hospitais e diretores dos serviços.

Na deliberação, a direção do SNS realça que a carência de médicos de ginecologia e obstetrícia deverá manter-se pelo menos no curto prazo e sublinha que a continuação do atual modelo, com os serviços a funcionarem alternadamente durante o período noturno, fins de semana e feriados é uma decisão ponderada, “prudente e cautelosa”.

“A situação atual de vulnerabilidade dos serviços de Ginecologia/Obstetrícia, mais acentuada na área do Ribatejo e Oeste da Região de Lisboa e Vale do Tejo, na Península de Setúbal, e em todo o interior do país, obriga à tomada de decisões ponderadas, que assegurem uma resposta sustentada, com coesão territorial, mas nunca abdicando de elevados critérios de segurança, mantendo os padrões de qualidade que nos conduziram a ser um dos países, a nível mundial, com melhores indicadores ao nível da resposta materno-infantil”, pode ler-se no comunicado da direção executiva do SNS.

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