
A Tejo Ambiente, empresa responsável pelo abastecimento de água em cinco concelhos, entre os quais Tomar, convocou uma conferência de imprensa para quinta feira, dia 9 de junho, pelas 9h00, no salão nobre da câmara de Tomar.
O objetivo é apresentar o novo Estudo de Viabilidade Económico e Financeiro e justificar a necessidade de aumentar o tarifário da água em cerca de 20 por cento.
Para isso, vão estar presentes na conferência, além dos técnicos da Tejo Ambiente, todos os autarcas dos concelhos que fazem parte da empresa: Presidente da Câmara Municipal de Ourém e atual Presidente do Conselho de Administração da Tejo Ambiente, Luís Albuquerque, Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, Presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, ambos atuais vogais do Conselho de Administração da Tejo Ambiente, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha e atual Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Tejo Ambiente, Fernando Freire, Presidente da Câmara Municipal do Sardoal e atual Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Tejo Ambiente, Miguel Borges, e o Presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere e atual secretário da Mesa da Assembleia Geral da Tejo Ambiente, Bruno Gomes.
A somar prejuízos nos primeiros dois anos de atividade, a Tejo Ambiente não pode continuar nesta situação sob pena de ter de cessar atividade.
Para fugir à situação financeira deficitária, foi encomendado um novo Estudo de Viabilidade Económico e Financeiro que já foi aprovado pela ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e que prevê um brutal aumento do tarifário.
A Tejo Ambiente é a empresa intermunicipal responsável pela gestão dos serviços públicos de abastecimento de água, de saneamento de águas residuais e da recolha de resíduos sólidos urbanos indiferenciados nos Concelhos de Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha. Em Ourém a Tejo Ambiente é responsável apenas pela gestão e prestação do serviço de saneamento de águas residuais e da recolha dos resíduos sólidos urbanos.
“Queremos assumir-se como uma empresa intermunicipal, orientada para prestar um serviço público de referência no setor, pela ecoeficiência do seu desempenho e promoção da sustentabilidade ambiental e social, contribuindo para uma melhor qualidade de vida em todo o território”, anuncia a empresa.
Boa noite.
Então mas terminaram os SMAS e com a entrada nesta empresa os preços iriam diminuir. Parece que realmente vão diminuir, isto se estivermos a fazer o pino. A entrada na empresa foi feita sem ter sido realizada uma análise swot? O simples consumo de 1m3 de água passa dos 13 euros entre o pagar a água mais as taxas e taxinhas? Acho que já basta
Pô s só acho que quando era SMAS ao avia problemas e neste momento subir preços pelo mau serviço,não sei porque, na minha terra junceira não existe semana que não tenha de se fazer manutenção para problemas nas tubagens e nós pagamos para que??
Carrinhas novas??
Ou alguém que ganha com isso???
Gostava de uma resposta….
Cuidado Jana! Com comentários assim, não voltas a ser convidado para as iniciativas templárias com patrocínio freitista.
“Queremos assumir-se” ? Se nem sabem usar português elementar com correcção, como querem singrar em actividades tão complexas das áreas da gestão e do saneamento?
Outra questão refere-se à equidade entre os concelhos integrantes. Os consumidores do concelho de Ourém, que têm água fornecida pela multinacional privada Bewater, até 2027, também vão ter o mesmo aumento? Ou terão de pagar apenas as taxas calculadas sobre um tarifário bastante mais moderado?
Pois. O erro inicial do estudo de viabilidade económica foi esse. Intencionalmente ou não, esqueceram-se de que os consumidores de Ourém não deviam ser incluídos, uma vez que são servidos por uma empresa privada até 2027. Cabe perguntar: em vez de fundar a Tejo Ambiente, porque não seguiu Tomar o exemplo de Ourém, concessionando a distribuição da água a uma empresa privada? Terá sido porque nenhuma das consultadas garantiu um futuro emprego a certos eleitos? Ou eleitas…
Cá estaremos para ver.
Prova irrefutável do desvario dos autarcas que promoveram a criação desta empresa, garantindo mais eficiência e preços mais baixos.
Desvario e incompetência.
E isto acontece à custa do dinheiro alheio, dos consumidores-contribuintes que somos todos nós.
Calma a Tejo Ambiente vai desculpar-se que a culpa é do calcário a mais nas tubagens não era previsível.
Andam a gozar com todos nos isso sim.
Que ridículo, ainda ontem a Anabela andava a estourar o dinheiro dos contribuintes em cerveja e tremoços. Até nisso é uma parola.
Na presente situação, com várias provas de que os consumidores forçados tomarenses foram deliberadamente enganados pela Tejo Ambiente e pelos seus fundadores, a pergunta é inevitável: A Assembleia Municipal de Tomar está à espera de quê ou de quem para discutir e votar a saída da Tejo Ambiente e o retorno aos SMAS num primeiro tempo, por razões legais? É muito complicado? Não parece. A própria ERSAR, o organismo governamental regulador da atividade é bem claro, segundo a notícia: “A somar prejuízos nos dois primeiros anos … … a Tejo Ambiente não pode continuar nesta situação, SOB PENA DE TER DE CESSAR A ATIVIDADE.”
Nestas condições, uma vez que nada nem ninguém garante que com o novo aumento consigam finalmente equilibrar as contas, e tendo em conta que Tomar já lá meteu quase dois milhões de euros, é sair quanto antes. Ou no mínimo mudar-lhe a designação oficial de Tejo Ambiente para TEJO ABSORVENTE
Tal como os pensos periódicos das senhoras, absorve tudo o que vem e depois não serve para mais nada.
Já repararam que não se consegue aceder ao plano e resultados de 2022?Nem na página oficial da Tejo Ambiente consta. Porque é que os partidos da oposição se deixam enrolar e por exemplo publicam esses relatórios e contas? Já para não falar do partido do poeta do Ambiente que….. 😂
Pago mais de água numa casa que não está habituada, mas que se situa no concelho de Tomar, do que na casa onde resido no concelho de Sintra. Esta empresa é um roubo.
As taxas fixas que eles apresentam são tudo menos fixas, todos os meses variam, quer existam alterações ao consumo, quer não.
Isto foi a pior coisa que o concelho de Tomar fez. Vai continuar a perder montes de pessoas para os concelhos limítrofes por este e outros motivos.
O mês passado cobraram-me 73€ (por uma casa que não está habitada!!!), é um autêntico roubo.