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João dos Santos Simões morreu há 50 anos

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João Miguel dos Santos Simões, apesar de não ter nascido em Tomar, é uma figura marcante da nossa história, sobretudo pelo seu contributo para a renovação do conceito da Festa dos Tabuleiros a partir de 1950.

Nasceu em Lisboa a 17 de julho de 1907 e morreu a 15 de fevereiro de 1972, passam agora 50 anos.

Em 1931, já casado e formado em engenharia, fixou residência em Tomar onde foi gerente técnico da Fábrica de Fiação, atualmente em ruínas.

Foi diretor do Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto (Sinagoga), superintendente do Convento de Cristo, a partir de 1943, e impulsionador a partir de 1950, após estudar as suas raízes etnográficas, da Festa dos Tabuleiros. Envolveu todas as freguesias na festa, e deu-lhe uma maior projeção nacional e internacional. Foi mordomo nas festas de 1950 e 1953. Três anos depois mudou-se para Lisboa.

O nome de João dos Santos Simões é uma referência no estudo da azulejaria e cerâmica, tendo publicado vários livros sobre o tema.

Quando morreu, o escritor Ruben Andersen Leitão, escreveu no Diário Popular: “Admirava profundamente o João dos Santos Simões. Um dos homens mais notáveis que Portugal produziu, à escala nacional e internacional, nestes últimos quarenta anos. O John era uma inteligência fora do comum, tinha o raro condão de saber relacionar, transmitia a quem se aproximasse dele um entusiasmo de novidade, um encanto de conversa, um desdobramento de companhia. O saber era imenso, sobretudo quando falava de azulejos, de artes plásticas, do romantismo, de tudo na sua harmonia bem integrada no fenómeno da Cultura”.

Numa altura em que passam 50 anos sobre o falecimento desta importante figura de Tomar, aqui fica esta breve referência à sua vida e obra.

 

Biografia completa

 

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1 comentário

  1. Faltou referir que estudou e viveu durante vários anos em Inglaterra, onde se formou engenharia têxtil pela Universidade de Manchester. Era portanto um estrangeirado que teve o mérito de entender os seus compatriotas. Na linha de António Ferro, o homem da cultura de Salazar, transformou os tabuleiros de simples cortejo de oferendas em grande festa de bejja~mão de todo o concelho ao poder de então, que não era eleito e carecia portanto de legitimidade. 70 anos mais tarde, o modelo ainda é o mesmo, agora inútil porque os autarcas são eleitos e ultrapassado porque podia render muito dinheiro e afinal custa cada vez mais centenas de milhares de euros à Câmara. Mas os tomarenses na sua maioria gostam assim e recusam-se a ver mais longe. Deus os abençoe a todos, se puder

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