Tem razão. Mas o que sugere: que o vereador faça o ordenado através da cobrança de favores ao municipe? Que se encerrem os serviços e cada um que se desenrasque? Apesar das excessoes, a solução antiga de só os ricos irem para a política não é agora viável porque a devassa pública faz com que para a política vai quem se quer profissionalizar na função.
Mas é precisamente por causa da profissionalização da política que eu vejo riscos enormes para todo o processo. Reconhecidamente ineptos para o desempenho de cargos públicos onde o poder de decidir sobre as nossas vidas lhes é colocado de bandeja nas mãos, estes personagens encaixam que nem uma luva numa teoria de Platão. Já leu “A República”? Se não, faça-o e verá que não dará por perdido esse tempo. Nunca como nos tempos que vivemos Platão esteve tão actual!
Acontece que os que exercem cargos políticos, nem lá foram colocados pela tropa como no Estado Novo, nem o poder lhes foi entregue “de bandeja na mão”. Esse é o resultado de escolhas dos cidadãos, pelo menos da maioria daqueles que se dignaram participar na escolha dos seus dirigentes políticos futuros. Esta é a nudez crua da (nossa) verdade. Independentemente da Razão de Platão, na boca de Sócrates.
Boa vidinha, ai não! Com o pré a pingar vindo de Lisboa, a cair na conta com a pontualidade dum relógio suíço, de certeza que não sofre de ansiedade.
Tem razão. Mas o que sugere: que o vereador faça o ordenado através da cobrança de favores ao municipe? Que se encerrem os serviços e cada um que se desenrasque? Apesar das excessoes, a solução antiga de só os ricos irem para a política não é agora viável porque a devassa pública faz com que para a política vai quem se quer profissionalizar na função.
Ninguém reparou no dedo mindinho levantado?Um sinal aristocrático do visado?
Mas é precisamente por causa da profissionalização da política que eu vejo riscos enormes para todo o processo. Reconhecidamente ineptos para o desempenho de cargos públicos onde o poder de decidir sobre as nossas vidas lhes é colocado de bandeja nas mãos, estes personagens encaixam que nem uma luva numa teoria de Platão. Já leu “A República”? Se não, faça-o e verá que não dará por perdido esse tempo. Nunca como nos tempos que vivemos Platão esteve tão actual!
Acontece que os que exercem cargos políticos, nem lá foram colocados pela tropa como no Estado Novo, nem o poder lhes foi entregue “de bandeja na mão”. Esse é o resultado de escolhas dos cidadãos, pelo menos da maioria daqueles que se dignaram participar na escolha dos seus dirigentes políticos futuros. Esta é a nudez crua da (nossa) verdade. Independentemente da Razão de Platão, na boca de Sócrates.