Desde 1992 que no dia 10 de Outubro celebramos o Dia Mundial da Saúde Mental, porém este ano o CNEMA demitiu-se dessa celebração, para espanto de uns e vergonha alheia de outros, escalabitanos e não só.
O CNEMA, apesar da sua liberdade, ao permitir a realização de um evento nas suasinstalações organizado e promovido pela associação fundada por Gustavo Santos envia uma mensagem clara e inequívoca ao nosso distrito, a de ignorar por completo a celebração mundial da Saúde Mental, da cooperação para a sua promoção, da prevenção e do combate ao estigma ainda existente (apesar da sua diminuição em Portugal nos últimos anos).
Gustavo Santos é conhecido por promover nas suas redes sociais a desinformação sobre as práticas e tratamentos de Saúde comprovadas pelo método e rigor científico, bem como, a descredibilização dos profissionais de saúde, investigadores e cientistas da área, que nos permitem hoje viver mais protegidos a riscos e doenças que eram até há poucas décadas fatais.
Desde que foi tornado público a realização deste evento no CNEMA, que foram muitos os cidadãos, e várias as entidades sociais, cívicas e politicas a alertar o Centro de Negócios para retroceder na sua posição, porém ao dia de hoje podemos concluir que a resposta obtida é “Querido, não mudei o CNEMA!”.
Sim, ninguém conseguiu demover o Centro de Negócios da decisão tomada, contudo diz o saber popular: “Mais vale prevenir do que remediar.”, o CNEMA não se preveniu, e mesmo após tantos alertas também não quis remediar.
A ironia da ironias, é que neste último ponto o Centro de Negócios não poderia estar mais alinhado com Gustavo Santos. Ficando a questão, quais as consequências desta enfermidade?
Enquanto cidadãos podemos apenas lamentar, que uma entidade no distrito de Santarém como o CNEMA não se eleve ao patamar de prestígio em que deveria estar.
São decisões como esta que continuarão a impedir tal de acontecer. De forma a equilibrar o destaque indevido dado ao evento este ano, e querendo que este artigo celebre e promova a Saúde Mental, sumariza-se de forma breve como requerer serviços de Saúde Mental (episódios não urgentes) através do SNS (funciona como para qualquer outra especialidade): Marcar uma consulta de Medicina Familiar com o/a médico/a de família, na qual reencaminhará para a valência de Psiquiatria, mesmo que procure apenas por serviço de Psicologia.
Após uma primeira consulta com um/a médico/a Psiquiatra e a sua avaliação médica é dado o seguimento e tratamento médicos adequados.
Existem também linhas de apoio psicológico disponíveis, como:
Linha Nacional de Prevenção do Suicídio e Apoio Psicológico (1411), disponível 24hpor dia, 7 dias por semana, assegurada por psicólogos e enfermeiros especialistas;
Linha SNS 24 (808 24 24 24 — Opção 4), serviço de aconselhamento psicológico do SNS, disponível 24h;
SOS Voz Amiga (213 544 545 / 912 802 669 / 963 524 660), diariamente, das 15h30 às 00h30;
Conversa Amiga (925 512 884 / 808 237 327 / 210 027 159), das 15h00 às 22h00;• SOS Estudante (239 484 020 / 969 554 545 / 915 246 060), das 20h00 às 01h00.
A estes profissionais o nosso bem-haja pela dedicação, trabalho e cuidado.Concluindo, pedir ajuda profissional médica e psicológica nunca é ou será sinal defraqueza, mas, sim, de força, de reconhecimento da nossa própria humanidade e de que juntos somos mesmo mais fortes!
Bibliografia
https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-mundial-da-saude-mental
https://anep.pt/linhas-apoio-psicologico/
https://www.cnema.pt/
Ricardo Martins Antunes, membro do partido Volt Portugal.
A opinião do autor não vincula a posição do partido Volt Portugal.
O autor escreve segundo o antigo acordo ortográfico

