A falta de assistentes operacionais no Centro Escolar de Casais em Tomar obrigou os pais das crianças a iniciar uma jornada de luta de modo a obter garantias por parte da câmara de que o acompanhamento das crianças está assegurado.
A semana começou com uma sala de pré-escolar encerrada devido a falta de pessoal. Perante este problema foi convocada uma reunião urgente com os responsáveis autárquicos do pelouro da educação, representantes do agrupamento, da junta de freguesia e do centro escolar.
Aos pais foi dada uma garantia relativamente a quinta feira, dia 24: todas as salas irão reabrir. Será disponibilizada temporariamente uma funcionária auxiliar de outra escola.
Foi também assumido o compromisso de que, após a conclusão de um processo de concurso que se encontra em fase final, uma nova auxiliar será colocada no Centro Escolar de Casais. Não foi, contudo, indicada ainda uma data oficial.
Para os pais, “esta não é ainda a solução ideal nem significa que o problema esteja resolvido. É uma resposta imediata que permite garantir a abertura da escola e condições mínimas de segurança e acompanhamento das crianças”.
Na reunião ficou o compromisso da Câmara e do Agrupamento Templários de continuarem a acompanhar a situação e a procurar otimizar os recursos humanos disponíveis.
Na reunião estiveram presentes representantes dos pais das diferentes salas, a vereadora da Educação, Célia Bonet, técnicos da câmara, representantes do Agrupamento, coordenadora do Centro Escolar e o presidente da junta de freguesia dos Casais.
Foi reconhecido pelo Agrupamento e pela Coordenação que o Centro Escolar de Casais tem necessidades particulares, nomeadamente pela sua organização em dois pisos e pela necessidade de assegurar o acompanhamento do autocarro escolar, tarefas que exigem recursos humanos adicionais.
Foi também abordada a situação das duas crianças do pré-escolar com autismo e nível de suporte 3, que necessitam de acompanhamento individualizado. O Agrupamento já solicitou apoio à DGEstE em julho e, até ao momento, não obteve resposta. Os representantes dos pais também enviaram um pedido na semana passada. Foi ainda sugerido que os pais possam enviar pedidos individuais à DGEstE, reforçando a necessidade de resposta.
Relativamente à assistente operacional que acompanha uma das crianças e cujo contrato pela Junta está a terminar, o Presidente da Junta informou que está a procurar uma solução para assegurar a sua continuidade, situação que, aparentemente, estará encaminhada. Continua, no entanto, por assegurar o apoio individualizado à outra criança.
A situação agravou-se ainda com a baixa prolongada de outra auxiliar, por motivos de doença e necessidade de cirurgia, e com a ausência temporária previsível até sexta feira de outra funcionária.
A Câmara argumentou que está a cumprir os rácios de auxiliares definidos para o Agrupamento, cabendo a este distribuir os recursos de acordo com as necessidades de cada escola. Os pais solicitaram acesso à documentação e aos critérios utilizados para esta distribuição.
Os representantes dos pais prometem continuar a acompanhar de perto esta situação, nomeadamente a resposta da DGEstE, a documentação solicitada e a contratação da nova auxiliar.
E deixam um agradecimento: “Obrigada a todos pela compreensão e, sobretudo, pela participação e preocupação demonstrada com o bem-estar e a segurança das nossas crianças e um muito obrigada aos pais que hoje fizeram a sua voz ser ouvida. Devemos todos um muito obrigada ao nosso Presidente da junta de freguesia e à coordenadora do CEC que se juntaram a nós!”
Destacam ainda “a prontidão do executivo camarário e em receber todos na tarde de quarta feira e em dialogar com os pais”.

