Foi num Renault Mégane, de cor preta, que o cadastrado foragido do tribunal de Ponte de Sor, nesta quarta-feira, dia 13, fugiu pela Estrada Nacional 2, em direção a Abrantes.
Nesta altura a GNR mobilizou vários meios na caça ao homem, mas o indivíduo continua a monte.
Tudo começou quando o homem de 37 anos disparou vários tiros contra um grupo opositor num contexto de conflito familiar. Na terça-feira, a GNR deteve-o por tentativa de homicídio, uma tarefa que não foi fácil para as autoridades uma vez que o homem não aceitava a detenção. Por isso é também suspeito do crime de resistência e coação sobre funcionário.
Já com cadastro, o indivíduo passou a noite nos calabouços do posto da GNR de Ponte de Sor e, na tarde desta quarta-feira, foi levado ao Tribunal de Ponte de Sor por três militares onde foi sujeito a primeiro interrogatório judicial.
Segundo o Jornal de Notícias, “já depois de ter sido ouvido pelo juiz de instrução criminal, abandonou a sala de audiências e, num tribunal que não dispõe de celas, ficou à espera das medidas de coação no hall de entrada do tribunal. Já depois das 22 horas, a GNR esclareceu que, nessa ocasião, o detido, “enquanto era conduzido às instalações sanitárias, empurrou deliberadamente os militares que faziam a sua custódia e iniciou uma fuga para o exterior do edifício”.
Os guardas foram no seu encalço, mas, explica a GNR, a “fuga foi facilitada pela intervenção de cerca de duas dezenas de cidadãos que se encontravam no local e que criaram uma barreira física, impedindo o encalce imediato por parte dos militares”. Encurralados, e “perante a impossibilidade de alcançar o detido e no intuito de tentar evitar a sua fuga, dois militares efetuaram disparos de advertência para o ar”, contudo o cadastrado conseguiu fugir numa viatura que o aguardava na rua.

