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Lembram-se da notícia que publicámos aqui acerca da pintura berrante de um edifício na rua Aurora Macedo, centro histórico de Tomar?
Pois, a situação durou poucos dias. O proprietário pintou agora as cantarias das portas e janelas com uma cor mais discreta, cinzento.
Está ótimo porque totalmente tomarense. O proprietário portou-se como nabantino de gema. Podia ter escolhido outra cor para as faixas e as cantarias, mas acertou em cheio. Numa cidadezita cinzentona, com residentes cinzentões e um futuro cinzentão, que queriam de mais adequado?
Parabéns a todos. Agora está tudo em ordem. Como no tempo da “santa inquisição”.
Deveria ter mantido a cor dominante, ou seja, o amarelo. assim continua a destacar-se pelas piores razões.
Algo intrigados com o comentário anterior? Não há para tanto. Foi só cortado, uma vez que a tomarensada não gosta de ler textos compridos. Aqui vai o resto.
No caso da pintura, que apenas incomodou em termos estéticos, levando os reclamantes a esquecer que “dos gostos e das cores não adianta discutir”, os responsáveis agiram depressa e bem. Merecem aplauso.
Agora pense lá um bocadinho noutro assunto pendente. Na estrada do Convento de Cristo. Há dez anos, um erro de projeto ou de execução (ou ambos?) tornou impossível a circulação de autocarros nos dois sentidos, uma vez que não se podem cruzar. Trata-se por conseguinte de uma situação que prejudica bastante gente na prática, e não só no sentido estético.
Pouco tempo decorrido, a autarquia procurou remediar, e até aí errou. Mandou colocar sinalização proibindo a descida de autocarros, quando devia ter feito o inverso: interditar a subida, para os obrigar a passar pelo centro histórico no regresso, quando já sabem se têm ou não tempo para mais uma paragem.
Os anos passam. Já lá vão dez e a situação mantém-se. Apesar dos sucessivos alertas. Os comerciantes, que são os principais prejudicados, calam-se como sempre fazem quando se trata de política autárquica. A Câmara, regaladamente e também como sempre, mostra estar-se nas tintas. Nem muda a sinalização, nem procede à correcção da obra defeituosa. Quanto à população, é o costume. Aquela cor berrante é que era mesmo incomodativa. O problema da estrada do Convento não passa de uma questão sem qualquer importância. Quem tem pulgas que as coce.
É a pensar e agir assim que temos um futuro cada vez mais risonho. Que tal sugerir à câmara a ampliação dos cemitérios, uma vez que somos cada vez mais um concelho de velhos?