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Pintura berrante no centro histórico de Tomar

Quem passe pela rua Aurora Macedo e olhe para o edifício com o n° 7, perto da rua dos Moinhos, depara-se com esta fachada pintada com uma cor berrante nada condizente com o centro histórico de Tomar onde se insere.

“Aquilo parece uma casa do Bairro Vermelho de Amsterdão, na Holanda”, alertou-nos um morador.

Primeiro, as cantarias das portas e janelas nunca devem ser pintadas porque, segundo os especialistas, “a pedra precisa de respirar”. Além disso, as cores a utilizar no centro histórico estão definidas no regulamento do Plano de Pormenor do Núcleo Histórico disponível no site da autarquia. Por fim, é preciso bom senso e sensibilidade para respeitar o património que representa o centro histórico.

“Por onde anda a fiscalização da câmara?”, questiona outro morador indignado com a pintura.

Escrita por Redação

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  1. Já equacionáram a hipótese
    de quem escolheu a cor ser daltónico?
    É que se for esse o caso a cor que a pessoa vê pode ser completamente diferente da que alguem sem esse problema de visão vê.

    • É realmente uma possibilidade a ter em conta. Porém, inclino-me mais para um certo saudosismo dos prédios com luz vermelha nas montras, naquele bairro logo em frente e do lado esquerdo da Central Station de Amsterdam.
      Faltam só aquelas meninas pouco vestidas, oferecendo os seus serviços, como acontecia em tempos na rua logo a seguir à Aurora Macedo, indo para a estação da CP. Aquela a que agora alguns chamam “Rua da saudade”.
      E que saudade!

  2. O que mais me admira não é o fraco gosto cromático, nem mesmo o desconhecimento do dito regulamento, mas sim a grande indignação de alguns que parecem preferir casas devolutas, fachadas degradádas e por pintar que também aí existem!!!

  3. O que mais me admira não é o fraco gosto cromático, nem mesmo o possível desconhecimento do dito regulamento, mas sim a indignação de alguns que parecem preferir prédios devolutos, com fachadas degradadas, ou pintadas à 30 anos… Enfim.

    • Sou, sempre serei, a favor da recuperação das habitações, mas dentro de centros históricos há regras a cumprir e essas têm de ser implementadas e obrigatórias. Aqui temos, claramente, um caso de desconhecimento do regulamento, mas igualmente de uma inoperância extrema dos serviços urbanísticos da CMT.

    • Pois a mim o que mais me admira é a sua manifesta indignação em relação à indignação dos outros. O que mostra uma acentuada intolerância em relação aos que não pensam como Maria. E o argumento dos prédios devolutos não colhe. Creio bem que todos os que se indignam com aberrações como esta, também tão pouco gostam de prédios devolutos e fachadas degradadas.
      Por falar em fachadas degradadas ou pintadas há trinta anos, a mim parecem-me bem mais aceitáveis que esta nódoa estilo alcouce de Amsterdão. Mas reza o adagiário popular que “dos gostos e das cores, não adianta discutir”.

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