
Ainda as obras não acabaram e os moradores já se perguntam onde vão estacionar as suas viaturas. A requalificação de espaços exteriores da av. Garcês Teixeira e da av. Aurélio Ribeiro (estrada da Serra), em Tomar, trabalhos que estão a decorrer, vai reduzir significativamente o número de lugares de estacionamento, sem que a câmara se preocupe em arranjar alternativas.
Antes das obras existiam ao longo do troço, 141 lugares de estacionamento e vão passar a ser apenas 94, o que significa menos 47 lugares para estacionar.
Esta redução deve-se ao estreitamente da estrada, ao alargamento dos passeios e à criação de ciclovias, numa lógica de se privilegiar mais os peões e os ciclistas e menos o automóvel, decisão contestada por muitos cidadãos.
Orçadas em quase 2 milhões de euros, as obras começaram em novembro de 2021 e estão a ser executadas pelas empresas Ângulo Recto – Construções, Lda (responsável pelas obras da Várzea Grande) e Alberto Couto Alves, S. A., que pertencem ao mesmo grupo, ACA.
Fazendo parte da empreitada, a câmara mandou demolir o único skate parque que existia na cidade e vai montar no mesmo local um parque infantil. A promessa de construção de um novo skate parque continua por cumprir.
Mais uma demonstração clara e Inequívoca do total desrespeito do município por quem faz a sua vida em Tomar.
VERGONHA
Com a redução da população do concelho provavelmente são lugares de estacionamento que o município sabe que não serão mais ocupadas. Ou quem sabe um incentivo para que mais pessoas se vão embora? Ou para que deixem de usar veículos motorizados, porque ambiente e cenas.
No Flecheiro, com as demolições que estão a fazer há lugares de sobra para estacionar. Quem morar longe arranja uma trotinete para ir para casa. Quem não sabe andar de trotinete vai a pé.
Apesar do automobilista ser dos maiores financiadores do Estado (IA, ISPP, IVA na compra, consumos, reparações e seguros) e das autarquias (IUC, parques) há um movimento de os considerar responsaveis pela difícil vida na cidade e pela poluição. Que jovens arquitetos alinhem nestas idiotices é lamentável, mas que eleitos para defender os cidadãos não os contrariem é lamentável. Ou será que concordam?
Sr. Pina, responda-me a esta questão : são os arquitectos que decidem as características duma obra e as câmaras assinam de cruz, ou são as câmaras que mandam na obra e os arquitectos gatafunham de acordo?
É que me parece, segundo o que escreveu, que você é um bocado crédulo…ou então quer fazer dos outros totós!!!
Não devemos ter expetativas de melhoria. Só se esta CM cair.
E vem outra igual ou pior, como foi demonstrado há 20 anos. Os arquitetos “desenham” dentro das modas. O dono de obra impõe regras se assim o entender.