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Mata dos Sete Montes: não há data para a reconstrução do muro que caiu

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Não se sabe quando vai ser reconstruído o troço do muro da mata dos Sete Montes, junto à calçada de Santiago, que caiu em novembro de 2022.

Passou meio ano e apenas foi vedado o local e cortado o acesso ao caminho pedonal que percorria a mata de Tomar, do lado norte.

Segundo o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a reconstrução do muro é “uma intervenção onerosa, que obrigará à procura de fontes de financiamento. Por estas razões, não está ainda prevista uma calendarização para o início da obra”.

“Tomar na Rede” enviou algumas perguntas ao serviço de imprensa do ICNF sobre este assunto:

– O que foi feito desde a referida derrocada?

Logo após a derrocada, os Serviços Municipais de Proteção Civil balizaram o local, de forma a assegurar que não há risco para os visitantes e utentes daquela área.

A Câmara Municipal de Tomar (CMT), técnicos do Convento de Cristo e técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) fizeram visitas ao local nos dias seguintes. Posteriormente, alargou-se o envolvimento a técnicos da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e de empresas de construção civil, para avaliar a situação e algumas soluções reconstrutivas.

– Já foi executado algum projeto de recuperação da estrutura?

Dos contactos referidos, concluiu-se que a intervenção será muito sensível, dadas as características da construção pré-existente (e o facto de ter vários séculos de existência), e que terá de ter um acompanhamento por parte dos técnicos do Património Cultural.

A CMT continuou os contactos com a DGPC, e foi possível chegar a uma solução técnica viável, do ponto de vista da preservação de um património construído como aquele e das exigências estruturais em presença.

Desde o início que se acordou que, no final, o muro recuperado deverá preservar as características que tinha antes da derrocada, mas com uma forte consolidação da sua base. Existe já, produzido pela CMT, um esboço de projeto para a intervenção a concretizar.

– Qual a solução encontrada?

Trata-se de uma obra sensível e com diversas fragilidades (por exemplo, por se localizar numa encosta com grandes diferenças de cotas entre as plataformas superiores e inferiores) e exigências (por exemplo, pela importância de se utilizarem materiais específicos na sua reconstrução). Prevê-se o recurso a microestacas para a base de sustentação e o uso de materiais originais para o muro.

– Para quando o início dos trabalhos de reposição do muro?

Pelo que se referiu, prevê-se que seja uma intervenção onerosa, que obrigará à procura de fontes de financiamento. Por estas razões, não está ainda prevista uma calendarização para o início da obra.

Mata dos Sete Montes: troço do muro caiu (c/ fotos)

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