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Casais gays não entram no cortejo da festa dos Tabuleiros

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Tem-se especulado sobre a possibilidade de se admitirem casais homossexuais no cortejo da festa dos Tabuleiros, ou seja, pares formados por dois homens ou por duas mulheres.

Na comissão central da festa a posição é clara: a tradição manda que o tabuleiro seja transportado à cabeça por uma mulher acompanhada por um homem. E esta tradição será mantida independentemente da relação entre o par, que pode ser marido e mulher, namorados, familiares ou simplesmente amigos.

A possibilidade de o par ser constituído por dois homens ou por duas mulheres está totalmente afastada e choca com a tradição que determina a presença de pares formados por rapazes e raparigas.

Mário Formiga, mordomo da festa, é perentório quanto a esta questão e lembra o que escreveu Fernando Nini Ferreira sobre a festa e as suas origens.

A próxima festa dos Tabuleiros realiza-se de 1 a 10 de julho de 2023, sendo o cortejo principal a 9 de julho.

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8 comentários

  1. Podem entrar ..
    “o tabuleiro seja transportado à cabeça por uma mulher acompanhada por um homem”, ou seja, basta que se organizem que tenham um par do outro género.. se é suposto ser mulher acompanhada por um homem… não há aqui qualquer probelma..
    ou um casal gay quando vao ao WC publico, um vai ao dos homens e outro ao das mulheres.. uma coisa é a orientação sexual.. outra é o género,,

  2. PENSAR A FESTA

    A festo dos tabuleiros está longíssimo de ser a festa religiosa que dizem ser. Na sua fase actual (porque já teve outras) trata-se de um evento de índole turística e que supostamente contribui para o prestígio de Tomar no mundo. Religiosa é que não é, mesmo que o digam e que o padre apareça por lá.
    Porque se o fosse, como tentam afirmar na sua mitologia, seria uma festa de integração. Um acto simbólico-religioso de integração dos excluídos – os pobres ou outros – na respectiva comunidade.
    Para percebermos hoje, ou para podermos avaliar estes actos de segregação por parte dos “responsáveis da festa”, teremos também de perceber que o excluído de hoje já não é aquele pobre sem eira nem beira, receptor das fogaças que eram redistribuídas pela mediação da igreja em ambiente de integração festiva.
    Hoje não se passa fome. Ser excluído hoje é ter comportamentos ou modos de vida, incluindo vida afectiva, que possa ir contra as correntes totalitárias dominantes.
    Caso houvesse casais não heterossexuais que pretendessem também desfilar levando um tabuleiro, a atitude mais normal e mais imediata deveria ser a de acolhe-los com simpatia e abertura, fazendo assim jus ao espírito mais integrador e profundo da festa.
    Quem quer que se propusesse desfilar nessa condição assumiria, quanto a mim, um cunho pioneiro e heróico, um desbravar de caminho na senda de uma sociedade mais livre e aberta. De mim teriam reconhecimento, aplauso e gratidão.
    Mas ao invés, o que temos é uma comissão de festas que, no bom registo dos ayatolas, tenta fixar a tradição no que de mais retrógrado eles interpretam que ela deve ser.

  3. Entrar entram. Se for mulher carrega o tabuleiro. Se for homem põe-se ao lado a fazer figura, como mandam as regras que o celebrado sr. Nini e outros dizem ter ditado. Se for trans é que é mais complicado, mas sempre dependerá do aspeto exterior. Assim, siga a marinha para contentamento tomarense.

  4. O MUNDO É MESMO ASSIM
    A minha homenagem e o meu agradecimento vão para a direcção deste jornal que, apesar da extrema baixeza e grunhisse da maioria destes “comentadores” permite que eles venham a público, com esta naturalidade, mostrar e demonstrar o nível cultural em que se posicionam.
    Num mundo onde dezenas de pessoas – homens e mulheres – morrem em luta contra o preconceito (refiro-me ao Irão onde os homossexuais são executados); numa sociedade em que mais de 90% dos casamentos dão em divórcio e em que a violência doméstica só agora é crime, num mundo destes, mas em acelerada mudança, estes “valentões” ainda não conseguiram o mínimo de lucidez para perceber que estão mesmo do lado errado.
    E o problema é tanto mais sério quanto este horror primário à diferença que eles exibem, corresponde na prática `recusa de assumpção de uma identificação que tem tanto de óbvia como de repugnante para eles mesmos.
    Precisavam de ler e entender Freud. Mas se o conseguissem já não escreveriam estas coisas.

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