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Já marcado o funeral do jovem morto na largada de touros

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Está marcado para quarta feira, 1 de junho o funeral do jovem de 15 anos que morreu numa largada de touros durante as Festas de Maio na Moita.

A colhida fatal aconteceu no dia 21 e o funeral só acontece 11 dias depois devido à falta de pessoal nos serviços de medicina legal que realizam as autópsias, no caso no hospital do Barreiro.

O velório será a partir das 9h30 na capela da Baixa da Banheira e o funeral será às 16 horas no crematório da Quinta do Conde.

Afonso José Gomes de Jesus foi brutalmente colhido no pescoço por um touro em pontas e não resistiu aos ferimentos.

O jovem vestia a camisola 10 pela equipa de futsal do Grupo Desportivo Escola Básica D. João I/ Parque Infantil Estrela Vermelha, da Baixa da Banheira, onde residia.

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15 comentários

  1. “Um horror, um drama…” escreve A. Samora. Só faltou acrescentar que foi uma catástrofe. E vá de culpar os aficionados. Injustamente. Porque afinal, que culpa têm eles?
    Houve uma largada de toiros numa rua, com as necessárias cautelas. Um jovem foi imprudente sofreu uma colhida acidental e faleceu. Quem é culpado? O toiro, logicamente. Mas trata-se de um animal irracional.
    Misturar um acidente infeliz com luta anti-tauromaquia, também é pouco racional. A opinião é livre, mas convém que seja ponderada. Não é de todo o caso, uma vez que até se menciona o ministro da cultura, para tentar negar que a tauromaquia faça parte da cultura popular ancestral do Ribatejo. É preciso padecer de muita cegueira política para assumir tal posição.

  2. Tenho a impressão que A. Samora já conheceu melhores tempos, pelo menos no comentário. Este sobre o infeliz acidente da Moita não tem mesmo jeito nenhum.
    Vários pilotos automóveis faleceram devido a acidentes em competição, nomeadamente na Fórmula 1. Já alguém reivindicou a fim das competições automóveis por causa disso?
    Então a que propósito vem A. Samora misturar, para condenar, um acidente durante uma largada de toiros com a tauromaquia em geral? Foram as lentes PANpolíticas que a isso obrigaram? Haja vergonha e bom senso!

  3. TRADIÇÃO E CULTURA

    Os senhores “aficionados”, toureiros, ou lá o que forem não precisam de vir com essa “argumentação” pseudopolítica que não conseguem nada.
    Aquilo, a morte daquele jovem foi e é um horror mesmo. Como são todas as mortes sem sentido.
    Deviam ir dizer isso aos pais do jovem:
    – “Olhem, desculpem lá, mas tentem compreender. Isto foi só um acidentezeco. E vocês se calhar até gostam de toiradas, não é mesmo? O que é isso, da dor da morte de um filho comparado com uma tradição cultural tão arreigada cá no nosso Ribatejo?
    Pois é, meus senhores: o facto de essas tradições bárbaras, praticadas em jeito de divertimento serem mesmo muito antigas (as raízes daquilo remontam ao Império Romano e foram até iniciadas mandando cristãos para a arena para serem esfacelados pelos bichos), o facto de serem antigas e tradicionais, não as torna nem boas nem justificáveis.
    No essencial constam de divertimentos primários em que a inteligência e valia dos humanos que praticam ou assistem fica mais ou menos em pé de igualdade com o instinto dos animais envolvidos. No essencial são actos de tortura aos animais. Aquilo é bárbaro e cruel. Ponto!
    Em termos sócio-culturais a tourada é uma representação festiva da profunda desigualdade de classes que caracterizava este Ribatejo: a cavalo, e trajados a rigor nobilástico vai a elite social, os varões das “casas” com nomes “de família” e em que a titularidade da arte de tourear se herda na família, como se herdam as herdades e as manadas de toiros que por lá pastam. Depois, na ordem que a tradição manda (porque a coisa é cultural, não se esqueçam) vêm então, a pé, ou pegando o toiro pelos cornos, aqueles que nos dias de trabalho normal trabalhavam agradecidos para os senhores com muitos “elles” no nome.
    Era um mundo perfeito em que o pobre estava no seu lugar, gostava muito e divertia-se com a representação espectacular e artística da sua miserável condição. E em que a igualdade que exibiam era, juntamente com os senhores que serviam, a de valentia e suposta superioridade relativamente aos bois.
    Aquilo, meus senhores, não é nem nunca foi uma arte. Porque, como é sabido, a arte (seja a literatura, a pintura, a música, o teatro, o que quiserem) consta e pressupõe uma dimensão estética que evolui, que é social e pública e que implica necessariamente a abertura e o acesso dos melhores ou mais competentes.
    Também não é um desporto. Porque então aí… Não é Ronaldo quem a família acha no direito. Ou Joaquim Agostinho.
    Não sendo nem arte nem desporto, aquilo não passa de uma parvoeira bárbara que, para vergonha nossa, tem bastante tradição no Ribatejo.
    Tem tradição e tem bastante gente parva que apoia aquilo e até atem um ministro, na que ânsia de popularidade até nem pode ir contra o povo e acha então que aquilo é cultura.

  4. Até que nem valia a pena tanto tempo, tanto esforço e tanta nervoseira, apenas para debitar a nova música dos tempos. O resultado foi um cansaço escusado, que até provocou dislexia no último parágrafo do texto.
    Será, como diz Samora, aquilo tudo e mais alguma coisa. Mas lá dizia o outro, que teve muito mais peso histórico: “sendo as coisas aquilo que são”, pode-se e deve-se discordar, que a opinião é livre. Mas não se esperem mudanças.

  5. PARABÉNS

    Senhor Vasco Ataíde: quero dar-lhe os meus sinceros parabéns.
    O senhor diz que leu o meu texto até ao fim e eu até nem duvido. Terá sido, de facto, um enorme “esforço e nervoseira”, como acha que eu tive a escrevê-lo. e é por isso que eu lhe dou os parabéns. Ao fim e ao cabo, para um “aficionado”, com a destreza mental e a literacia que lhes conhecemos, até nem está mal, conseguir ler aquilo tudo mesmo até ao fim. Ufa!
    Mas agora falta-lhe o pior: arranjar alguém que lho explique. Nota-se que não percebeu patavina. Fez-lhe dor de cabeça e dislexia. Mas onde estará esse alguém? Assim de repente não se está a ver ninguém. É que a tarefa será ciclópica.
    E mais: por melhor que seja o explicador você não fica dispensado de tentar compreender estudando. Sei que lhe será muito difícil. Mas pense nos seus próprios termos: estudar e ler, como dantes se dizia é marrar. E você vai ter de marrar muito, aficionado que gosta de ser.
    Quanto ao não esperar mudanças, tenha lá calma Elas estão aí, por todo o lado. Tal como outras expressões abjectas da cultura que vocês tentem defender usando o direito à diferença, como a pena de morte, a tortura, a perseguição aos homossexuais, a escravatura, etc., etc., também o divertimento pela tortura de animais, a tauromaquia, tem os dias contados. Pode contar com isso.
    O problema, o seu grande problema, é que, como tudo o indica, você morra antes de compreender e aceitar isso.

  6. Falta-me a pachorra para aturar gente respeitável que, quando à míngua de argumentos, não hesita em recorrer ao amálgama, à suposição, à calúnia, e por aí adiante, como é o caso.
    Desejo-lhe toda a felicidade possível e prometo não voltar a comentar as suas ideias abstrusas, esperando que possa compreender esta minha posição, adiantado mental como pretende ser.
    Respeitosamente,
    Um incapaz de compreender textos de grandes mestres do comentário.

  7. Mesmo tratando-se de vitória pírrica, encarrega-me o Vasco de lhe entregar a taça. Das Caldas e dos maiores. Caso nada tenha também contra a loiça tradicional portuguesa, é só ter a fineza de indicar um local de encontro, data e hora.

  8. Já que não conseguem perceber, pergunto eu:
    Não têm ninguém assim um pouco mais civilizado/a que vos diga e explique que a baixeza dos vossos argumentos só vos tira a razão?
    É que, em termos de polémica, tertúlia ou debate, tão bravos e valentões que se têm, vocês foram pura e simplesmente toureados.
    Saudações taurinas, portanto.

  9. Nem inteligência, nem civilidade, nem um mínimo de educação para se darem conta de vossa boçalidade.
    Se considerarmos, como consideramos, que ela é própria e representativa desse sector da sociedade, o taurino, basta vocês falarem ou escreverem desse jeito que vos é próprio para que os “anti-touradas” vão ganhando pontos.

  10. Pois. Insista que só lhe fica bem. Depois de admitir que andou a tourear o pessoal, quando antes, e agora de novo, se declara anti-touradas. Não será incoerente e até contraditório? Olhe que, segundo o adagiário popular, “De médico e de louco todos temos um pouco.”
    Vem agora, depois de os tourear na sua brilhante opinião, negar qualidades e atributos aos que gostam dos toiros. Quem é você afinal e quem o mandatou para exarar semelhantes barbaridades? Fala em nome de quem e de quê? Que experiência prática tem para para assim classificar quem não concorda com as suas baboseiras algo descosidas?
    Dá vontade de citar o velho Sacha, que você, apesar da sua aparente vasta cultura, nem deve saber quem é. “Se você gostasse tanto de mim, como eu gosto de você. então é que eu gostava realmente de si.”
    Arrecade e deixe a tauromaquia em paz.

  11. Tenham juízo. A culpa é do animal? Se o seu cão for agressivo e morder o seu vizinho por falta de cuidado, tente que a desculpa esfarrapada sirva em tribunal.

    É óbvio que a culpa é das pessoas. Incluindo dos pais do miúdo que, sendo ele menor de idade, o deixaram ir a este evento. Fosse outra coisa qualquer já estava a CPCJ em cima dos pais mas como é esta “cultura” não há mal… enfim! É o país pequenino que temos e vendo alguns destes comentários dá para perceber que ainda não chegámos ao séc. XXI

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