Fábrica de papel da Matrena inaugurada há 120 anos
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A fábrica de papel da Matrena, na freguesia de Asseiceira, Tomar, foi inaugurada a 15 de janeiro de 1900, ou seja, há 120 anos.
Laborou durante quase um século porque no final da década de 90 entrou em processo de insolvência acabando por ser declarada insolvente em outubro de 1999 quando tinha cerca de 160 trabalhadores.
Mas nos tempos áureos da fábrica chegou a empregar cerca mil funcionários, fornecendo para clientes como a Imprensa Nacional-Casa da Moeda e a Xerox.
Já neste século, a fábrica foi adquirida por outra empresa e voltou a funcionar de uma forma mais artesanal até 2013, altura em que o dono morreu esmagado por uma das máquinas. Desde então encontra-se fechada e em crescente processo de degradação.
Em 2016, Leonel Vicente publicou o livro “Matrena – A fábrica de papel, a casa do pessoal e o grupo desportivo” no qual o autor, ao longo de mais de 700 páginas, descreve a história daquela que foi uma das mais importantes fábricas do concelho de Tomar.
Uma empresa do tempo em que Tomar era uma referência na economia portuguesa e uma cidade que atraía cidadãos e os fixava. Hoje é uma cidade turística “assim a modos como” Funchal, Portimão ou Lisboa. Mas, a bem dizer, mais como Castelo de Vide ou Idanha-a-Velha.