
Já são bem visíveis os efeitos da chuva que tem caído de forma quase contínua nas últimas semanas. No caso da albufeira de Castelo do Bode, o nível da água subiu cerca de três metros num mês, segundo dados do SNIRH – Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos.
A 24 de setembro, o nível da água estava nos 110.90 m e um mês depois subiu para 113.55 m. Só na última semana as reservas da barragem subiram 5 por cento.
A albufeira, que abastece uma parte significativa da região da Grande Lisboa, regista agora 76% da sua capacidade de armazenamento. Os dados foram anunciados pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente em comunicado e mostram o impacto significativo da chuva que tem caído durante os últimos dias e que promete continuar ao longo, pelo menos, da próxima semana.
Este cenário é diferente do de anos anteriores, altura em que a seca acabou por levar a prejuízos em setores como a agricultura ou o turismo. Em 2022, a produção hidroelétrica chegou mesmo a ser interrompida por ordem do governo em algumas barragens como a de Castelo do Bode, devido à falta de água para armazenamento.
Um exemplo de bom jornalismo.
Parece somente uma notícia administrativa, mas é muito importante.
É bom irmos constatando que o “novo normal” do aquecimento global ainda vai permitindo uma aguazinha para sobrevivermos.