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Maravilhas Nabantinas

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Uma alma penada, a meu ver reles, abrigada sob suposto nome nórdico, começou por perguntar, num seu recente comentário, se alguma vez encontrei algo de bom em Tomar. Vá-se lá saber porquê, (se calhar ordens da patroa…), acabou por se enervar. No final, mesmo sem aguardar a minha resposta, mandou-me à merda. Nem mais!

Sem qualquer razão, porquanto pelo menos essa criatura palonça é uma maravilha nabantina. Sem dúvida possível. Cada terra tem as maravilhas que pode.. E onde já se viu alguém insultar gratuitamente um cidadão, com idade para ser seu pai, só para tentar apoiar uma maioria autárquica, que mesmo a fraca oposição existente considera medíocre? É pura loucura mansa,  abrigada pelo anonimato relativo.

Outra maravilha nabantina, que fui ver porque a referida criatura, malcriada e grosseira, me mandou ir à merda, são os sanitários da Várzea grande. Ao princípio integrados no projeto geral, as referidas sentinas públicas acabaram por ser destacadas e objeto de concurso público, tendo custado cento e muitos mil euros. Mas parece que valeu a pena.

Ao que me disseram, ficou tudo muito bonito e funcional. Como a Várzea grande, do mesmo projetista. Infelizmente, ainda não posso confirmar ou desmentir, porque encontrei porta fechada nas duas visitas que já fiz, em dois dias e horas diferentes. Férias? Baixa por doença? Absentismo? Simples precaução elementar, uma vez que com a porta fechada aquilo está sempre limpo? Não se sabe. A autarquia não informa, e na parede exterior do local não consta qualquer esclarecimento.

Detalhe curioso e pitoresco, numa das vezes em que lá fui, quando procurava abrir a porta, passou um veículo da câmara com dois funcionários, tendo um deles gritado “Faz cá fora!”, mas com um verbo começado por C, em vez do “Faz”. Encantador! Estarão à coca ao longe, para logo arrancarem e dizerem o mesmo a cada incauto cidadão a precisar de se aliviar? Há autarquias capazes de tudo…

Decepcionado mas insistente, acabei espreitando pela porta gradeada e fiquei elucidado. Devem estar a aguardar a conclusão dos acabamentos, para então abrir. Com efeito, do lado direito da porta interna da direita, e em plena porta interior da frente, há sinalética em folhas de A4, escritas à mão. WC HOMENS na primeira, WC SENHORAS (ou será MULHERES?)  na outra.

Os cento e tal mil euros não foram suficientes? O projeto não previa a sinalética interior? A obra ainda não está acabada? Ainda não houve tempo? Ignoro. O que sei é que uns sanitários de mais de 100 mil euros, com sinalética manual em papel A4, são mais uma maravilha nabantina. Até podendo vir a transformar-se em atração turística de caca. Abençoados empreiteiros que tais obras executam e entregam. Abençoada autarquia que fica satisfeita com tais maravilhas.

Os comentadores e outros raros críticos pseudonómicos, (que a vida custa a todos e discordar é cada vez mais perigoso), é que são uns desalmados. Só sabem dizer mal, por puro sadismo. Daí esta minha crónica, realçando duas maravilhas nabantinas, para procurar compensar. Pode ser que assim também acabe por conseguir um lugar à volta da gamela. Quanto mais não seja para me tentarem envenenar. Vontade não deve faltar.

Há portanto que enfrentar ameaças veladas, suportar ofensas mal enjorcadas, e continuar a correr riscos. Afinal até já estive numa guerra a sério, durante muitos meses, e regressei vivo.

Haja saúde!

                                          António Rebelo

 

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16 comentários

  1. Vou arriscar e dizer que os WC’s é para o proprietário do quiosque disponibilizar aos seus clientes, já vi este tipo de coisas em outro lado.
    A outra opção, mais provável, é que os WC’s só sejam abertos em dias de festa e eventos similares, que é coisa que também se vê ocasionalmente pelo país.

    Essa coisa de ter WC’s públicos para o simples turista ou residente que vai dar uma volta/ compras/ ir a serviços públicos costuma ser mal visto pelos políticos, que consideram que quem deve disponibilizar WC’s são os estabelecimentos privados, e que é aí que as pessoas devem ir, e já agora gastar lá o seu dinheiro. Alguns políticos nem a cobrar querem disponibilizar WC’s ao público em geral… como disse, porque não consideram os municípios responsáveis por prestar tais serviços.

    Não havendo lei que obrigue e que tenha penalidades do tipo: perda de mandato e proibição de exercer qualquer actividade pública/ no sector público pelos 25 anos seguintes.

    É um povo atrasadinho, este, o português, que nem no mais básico acerta… nas pequenas coisas também se vê as grandes.

  2. Nisto gastam dinheiro. Poupem nestas coisas a Anabela que ande a pé, tendo em conta onde mora e onde trabalha, ou fingi que trabalha. Estar na praça a beber cerveja e comer tremoços faz gastar muita água depois têm de a aumentar. A câmara é que paga estes petiscos? Os cheques da câmara para pagar dívidas pessoais. Vai trabalhar, malandra.

  3. Excelente reportagem do excelso rebelo sobre os locais de alívio oferecidos à população residente e aos de arribação como ele. A idade traz insónias e estou certa de que (já pareço o sr. Pinto da Costa) gastou a noite a congeminar parágrafo atrás de parágrafo até parir o resultado que podemos apreciar. Diga-se em boa verdade, para não fugir à essência do assunto, que saiu uma bela cagada, perdoem-me a expressão.
    Mas enfim! Veio este taciturno aziado do outro lado do mar para isto. É pouco, muito pouco, para quem se diz um douto de la france, dono duma facilidade de escrita que desmobiliza qualquer um, possuidor dum cadastro cultural de deixar uma comunidade inteira de boca aberta.
    Ora meta-se mas é em casa, sente-se descansadinho a um canto e siga o meu conselho.

    PS: Se se servir de algum dos equipamentos narrados na sua cag…, perdão intervenção, não se esqueça de levar papel higiénico de casa porque pode não haver no local.

    1. Não conheço nem pretendo conhecer a senhora/menina/cachopa ou que entender denominar-se.

      Mas por aquilo que tem redigido neste blog, em qualquer tema que não lhe agrade, das uma,

      – Alguma coisa lhe falta
      ou
      – Tem falta de algo

  4. Se os WC’s foram pagos com dinheiros públicos o usufruto terá sempre de ser público e não de utilização condicionada ou gerida por privados sem contrato de concessão em que se defina que as instituições do Estado, neste caso CM, seja paga pela devida utilização privada.
    Segundo, com o gasto de centenas de milhares de euros nuns WC’s públicos pergunto, as sanitas são de ouro? É essa a razão para não abrirem aos cidadãos as portas daquilo que é deles por direito?

  5. Pelos vistos assuntos medrosos serão agora o cavalo de batalha do brasileiro rebelo. Não acredito no destino mas acredito na Natureza. E a Natureza ditou-lhe fraqueza de espírito e alucinações que ele tenta resolver brandindo a espada do azedume contra tudo e contra todos.

  6. Por acaso, há poucos dias, junto ao estadio municipal, um turista estrangeiro andava a procura de uma casa de banho. Ele estava visivelmente aflito. Pediu-me informaçoes e eu lhe indiquei as duas que estavam mais perto mas avisei que não sabia se estavam abertas ao público

  7. Uma coisa eu vos digo, nunca vi uma presidente da câmara fazer tanto por tomar a não ser ela, só estou contra ela em relação á poluição do rio. Criticar todos sabem agora fazer. Um bem haja a todos

    1. Coloco a questão ao contrário, Daniel Godinho: Fazer todos fazem, quanto mais não seja nas sanitas. Agora criticar com pertinência e nexo não está ao alcance de todos. É o tal problema do qual praticamente ninguém fala. Nem todos nascem igualmente inteligentes, e isso nota-se cada vez mais no mundo moderno. Em Tomar particularmente.

      1. Apenas houve uma presidente de câmara em Tomar, embora dissessem as más línguas que houve uma empregada da limpeza da câmara que mandava mais que alguns presidentes que atravessaram a sua vida laboral, porque estava na posse de “segredinhos” incómodos, muito incómodos para algumas pessoas lá dentro.
        Isto foi o que me contaram, numa noite da má língua (mas onde a brincar e a rir se diziam algumas verdades).
        Seja como for, embora muita coisa se possa criticar negativamente à actual presidente, há questões abonatórias, entre as quais realço a coragem e determinação em retirar do ostracismo concelhio a comunidade cigana residente no largo do Flecheiro, inserindo-a na comunidade, e dando os primeiros passos na devolução do rio à população.
        Dirão alguns “…pudera! Com os fundos postos à disposição!” ao que eu respondo: mas outros presidentes também tiveram acesso a apoios e nada fizeram, quer por inacção, quer por gestão danosa.
        Este é tão somente um exemplo (poderá haver outros), mas utilizei o por ser o mais visível e impactante.

        1. Bem dizem os árabes: “Dá tempo ao tempo e o tempo te dará todas a respostas”. E não é que com o tempo se vem a apurar que a “Sandra”, o “Manuel” e a “Erica” são afinal a mesma criatura, funcionária da autarquia, lambe-botas e falsa como judas, contratada para tentar endireitar a imagem da sua querida maioria, que quando muito durará mais 3 anitos?

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