
O que é que Tomar e a Pensão Residencial Luanda têm a ver com a história de uma carteira que o músico Miguel Araújo perdeu há mais de 20 anos?
Foi o próprio músico que partilhou a história nas redes sociais e na sua crónica quinzenal na revista Visão, servindo depois de tema para a rubrica “O Homem que Mordeu o Cão” de Nuno Mark na rádio Comercial.
“Faz hoje 8 dias que uma simpática cidadã tocou à campainha de casa dos meus pais para devolver uma carteira que lhe apareceu na boca do cão. Eu tinha perdido essa carteira em 1999. No século passado. A senhora tocou na morada que vinha num dos cartões. 22 anos depois. Cartões impecáveis, um deles em papel, em cartão, escrito a esferográfica. Como se fosse ontem. É, há coisas que se evaporam. Esta carteira desevaporou, cristalizada no tempo, 22 anos depois. Escrevi sobre isto na minha crónica quinzenal da @revista visao que saiu hoje. Como é que é possível? Por onde terá andado a carteira?”, relata o músico no Instagram.
Na crónica da Visão, desenvolve a história: “Carta de condução, cartão internacional de estudante com data de 1998, cartão de seguro de saúde, um cartão em papel da Pensão Luanda em Tomar, onde terei ficado por ocasião de sabe-se lá o quê, mas de que me lembro muito bem, lembro-me do senhor Esteves, bigode simpático, bochechas redondas, um senhor baixinho. Pela data dos documentos, eu terei perdido a carteira em 1999”.
Miguel Araújo destaca o estado de conservação do cartão de papel da Pensão Luanda, de Tomar. “Parece novo, acabado de imprimir, acabado de validar pela mão do senhor Esteves. Lembro-me com nitidez do senhor Esteves, lembro-me de ele me ter dito que era da Praia do Ribatejo. Ainda será vivo, tão vivo como o cartão onde validou as datas da minha estada a esferográfica azul?”
Uma bonita história partilhada pelo músico Miguel Araújo e que mereceu um regresso ao tempo em que tinha 21 anos.
Há só dois problemazitos sem importância. O sr. Esteves nunca usou bigode e não é da Praia do Ribetejo. Mas que importância tem isso!