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Presença Oportunista – a incoerência do Presidente da Câmara em Eventos Religiosos

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Na semana passada, dezenas de jovens partiram rumo a Roma para participar no Jubileu da Juventude — um evento de forte significado católico que une milhares de crentes vindos de todo o mundo. No entanto, foi a presença inesperada do presidente da câmara municipal, no momento da partida, que mais deu que falar.

Conhecido por nunca marcar presença nas missas locais, ignorar sistematicamente a entrada da igreja em momentos comunitários e ausentar-se de eventos centrais como as missas no âmbito da Festa dos Tabuleiros, aguardando no café que a missa acabe, o autarca decidiu, desta vez, acompanhar a partida dos jovens rumo ao coração da fé católica.

A questão impõe-se: o que motivou esta súbita aparição? Estará o presidente, assumidamente não católico, a tentar capitalizar politicamente uma iniciativa religiosa com grande impacto na comunidade local?

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A incoerência salta à vista. Num concelho onde a fé e a tradição religiosa são pilares identitários — com a Festa dos Tabuleiros a simbolizar a alma e o orgulho dos habitantes — a ausência continuada do presidente nestes momentos é há muito notada e criticada. A súbita vontade de “estar presente” na hora da fotografia e das despedidas para Roma não convence todos.

“Na missa, nunca o vemos. Na Festa dos Tabuleiros, nem sequer entra na igreja. Mas agora, para aparecer nas redes sociais, já mostra interesse?”, questiona uma paroquiana, visivelmente perplexa com o gesto.

É legítimo que qualquer cidadão, crente ou não, apoie os jovens da sua terra. Mas um cargo público exige mais do que aparições pontuais e convenientes. Exige coerência, respeito pelas tradições e pela identidade cultural e religiosa de quem representa. Caso contrário, corre-se o risco de transformar momentos de fé em palcos de oportunismo político.

Se o presidente quer verdadeiramente apoiar a juventude e a comunidade que o elegeu, talvez fosse tempo de começar por respeitar os eventos que definem a alma do concelho — e não apenas aparecer quando as câmaras estão ligadas.

 

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4 comentários

  1. SERÁ QUE VALE TUDO?

    Há já uns anos, (naturalmente!) tive a oportunidade e a honra de conhecer o Padre Mário.
    Não sou pessoa de atitude religiosa, problema meu.
    Mas ter conhecido aquele homem foi das experiências mais marcantes da minha vida.
    Nunca conseguirei, nem há palavras para isso, descrever o deslumbre, a admiração, a sensação que a simpatia, a atenção genuína ao outro, a bondade, em suma, a santidade que aquele padre irradiava.
    Mas eu, repito, não me filio em religião alguma. Problema meu, repito outra vez.
    Lembro-me também – e lembro-me muito bem – de uma entrevista que esta criatura, essa tal Hugo Cristóvão deu em que desdenhou qb na personalidade e na popularidade do Padre Mário.
    Até nem liguei muito àquilo. Era normal. Um pindérico com vontade de ser político e até de ser aclamado pela populaça, naturalmente que lhe faria espécie que um homem que até nem lutava pela popularidade tivesse tanta, tanta, não fazendo nada por isso, bastando-lhe ser simples e autêntico como ele foi.
    Pois agora este nojo de pessoa, ainda para mais vindo de um bando que pretendendo ser socialista se diz laico, vem agora insinuar-se junto de gente que já perseguiu, só porque estes têm na sua matriz a tolerância e o perdão, mesmo para com quem os destrata hipocritamente.
    Um bocadinho de vergonha nas fuças…

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