DestaqueSociedade

Pais revoltados com suspensão de alunas da escola Santa Iria

- Patrocínio -

Duas alunas da escola Santa Iria, em Tomar, foram castigadas com seis dias de suspensão por causa de excesso de faltas, num processo que levanta muitas dúvidas e que é criticado pelos pais.

No caso de uma das alunas, a notificação da decisão final do processo data de 7 de abril, o mesmo dia em que começou a suspensão da aluna. E refere-se nessa notificação aos pais que “da decisão poderá ser interposto recurso hierárquico a interpor no prazo de cinco dias úteis”. O documento é assinado pelo diretor do agrupamento Templários, Paulo Macedo.

Ou seja, a aluna está castigada e não pode ir às aulas nos dias 7 e 8 de abril e de 18 a 21 de abril, pena aplicada numa altura em que decorre o prazo do recurso hierárquico.

Há alguns meses, o pai da adolescente foi chamado à escola por alegados “comportamentos inadequados” que não eram, nem mais nem menos, do que beijos entre namoradas no recreio.

O pai garante que a sua filha nunca faltou ao respeito a qualquer professor, nunca foi violenta e é uma aluna razoável.

A psicóloga da escola terá dito ao pai que eram “normais” hoje em dia os relacionamentos homossexuais, o que o levou a apontar o dedo à escola. Na sua opinião, este processo e o castigo à sua filha não é mais do que uma vingança.

O relatório do processo data de 29 de março e tem como instrutor o professor António Santos. Nele refere-se as aulas a que a aluna faltou (54 faltas justificadas, uma falta injustificada) a que se acrescenta uma falta de material e seis faltas de pontualidade. Aponta-se ainda o facto de em alguns dias a aluna não apresentar o cartão da escola e uma alegada falsificação de assinatura do encarregado de educação.

A diretora de turma justificou algumas faltas apesar de, segundo o relatório, não ter sido apresentado pela aluna qualquer documento justificativo das ausências.

A aluna alegadamente mantém uma relação amorosa com uma colega que também regista o mesmo número de faltas e foi-lhe aplicado o mesmo castigo.

Não há registo de atos violentos ou de mau comportamento na sala por parte das duas alunas visadas, mas há um vídeo gravado no recinto da escola em que uma delas é vítima de agressão.

O instrutor do processo disciplinar propõe “que seja avaliada a possibilidade de a aluna ser encaminhada para atividades de integração na escola e na comunidade escolar, que visam finalidades pedagógicas, corretivas e dissuasoras”. Isto porque “o comportamento da aluna traduz-se em incumprimento dos deveres estabelecidos”.

A “medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola por seis dias úteis” é considerada “adequada e ajustada à gravidade da conduta infratora”.

No relatório nem os pais são poupados às críticas. Fala-se em “incumprimento de deveres, bem como de comprovada incapacidade de os cumprir, alguns dos quais de forma reiterada e também especialmente censurável, por parte dos pais, especialmente do progenitor se demitir das suas responsabilidades”.

O autor do relatório propõe “que se comunique ao Ministério Público e que se interceda para que seja avaliada a capacidade parental dos pais e para que seja garantido o acompanhamento da família por parte das instituições, organismos e entidades públicas competentes”

Os pais, que moram longe da cidade, argumentam que foram notificados para comparecer numa reunião, mas no dia marcado, por estarem a trabalhar, não puderam deslocar-se a Tomar tendo solicitado para ser marcada outra data, o que não foi aceite. Ou seja, o encarregado de educação nunca foi ouvido no processo.

Não compreendem que se aplique um castigo estando a decorrer o prazo de recurso e não aceitam que os acusem de serem negligentes com a filha.

Consideram o castigo completamente desproporcionado, injusto e penalizador para uma aluna que apenas faltou a algumas aulas e deu alguns beijos à sua namorada no recreio.

Argumentam que a aluna faltou a algumas aulas por problemas de saúde, mas realçam que a maior parte das faltas são à disciplina de religião e moral que nem sequer é obrigatória.

Os pais criticam a forma como a escola e a direção do agrupamento estão a atuar com a sua filha e temem que, com este castigo, a aluna não consiga completar o ano.

Atualmente, as alunas negam qualquer tipo de envolvimento amoroso e garantem que são só amigas.

- Patrocínio -

14 comentários

  1. Num país e numa terra que em tempos foram de brandos costumes e que entretanto resvalaram para a bandalheira, incluindo nos costumes, compreende-se a reação dos pais. Se ninguém é castigado por coisa nenhuma, porque hão-de ser castigadas as suas filhas?
    Mas percebe-se igualmente a meritória tentativa de acão corretora por parte da direção da escola. Sendo as coisas o que já são, onde vamos parar se não houver coragem para impor disciplina atempadamente?
    E aqui aparece o grande problema, tipo elefante na sala, de que ninguém quer falar. A escola integra um agrupamento dirigido por um docente muito competente, porém conhecido militante do PCP. E este partido pode ter todas as qualidades deste mundo e do outro, mas tem fama de intolerante. Donde os problemas gástricos dos encarregados de educação. Que serão os primeiros a culpar a escola quando e se, dentro de alguns anos, se vier a verificar que as alunas em causa resvalaram para a “má vida”.

  2. faltam 50 dias e é normal?!
    onde andam os pais?
    a escola tem regras e os pais têm um papel, que por muito que o queiram passar para a escola, é deles (pais)..e estes têm que ser responsabilizados pelos seus ED nao estarem a ir as aulas…

  3. As pessoas vem para aqui verberrar mas antes devem de pensar!? Onde é que os pais tem culpa aqui?

    Claro não devem ter filhos para dizerem tais comentários.

    Aqui há seres humanos que tem ideologias diferentes e que ninguém esta a respeitar…
    Já pensaram que nem a escola nem os pais tem culpa das coisas que as meninas tomaram como opção na vida delas…

  4. Salvo erro, ainda não li aqui ninguém a criticar os pais. Li, isso sim, que a atitude deles ao reclamarem contra o castigo imposto pela escola pode ter sido motivada por questões pessoais estranhas ao ensino e respetivas regras. Por conseguinte, a dª Maria, ou quem assim se identifica, tresleu. Percalço que acontece a muito boa gente, numa terra cujo baixo nível de literacia é bem conhecido. E o pior é que os sujeitos estão convencidos do contrário. Por isso vão comentando, quando melhor fora que se limitassem a ler com a atenção possível.

  5. O caro Jovenal disse aqui o essencial!
    Ainda vamos descobrir que afinal tudo não passou de campanha solidária das meninas para com o povo Ucraniano vítima de um genocídio Russo e o diretor da escola conhecido militante e presidente da concelhia do PCP não gostou!?

  6. Opção!!!! Que opção de vida tem elas com 54 faltas por exemplo!!! Então expliquem-me se um miúdo em que os pais não tiveram sorte ou enveredaram por outros caminhos e o jovem mete-se em vidas perigosas, aí já vocês consideram o míudo um delinquente, etc, etc, etc…mas no caminho a contrariar a Mãe Natureza já é uma opção!!!! Boa…esta imagem…quem nasce de famílias pobres tá lixado…os filhos de boa gente mesmo que sejam delinquentes tá-se bem…belos prencipíos…

  7. Sra. Maria…vocemecê deve ter o intestino grosso ligado ao cérebro…ideologias????o que tem isso a ver com regras???então se você tiver uma ideia de algo acha que os outros vão passar por cima de regras só para lhe agradar???

  8. Os comentários são um exemplo claro da percentagem do analfabetismo em Portugal, o novo analfabetismo em Portugal é caracterizado por pessoas que lê ou ouvem, mas não conseguem compreender e entender o que ouviram ou leram.
    Assim sendo, qual foi a parte que das cerca de 60 faltas, sendo que 50 e tal foram com justificação de saúde dadas por uma das alunas que não entenderam?
    Para mim isto devia seguir para o MP, o mais provável era termos um belo desfecho!

  9. Depois de ler e reler bem este artigo fico um pouco espantado com coisas muito graves, uma delas diz que o encarregado de educação nunca foi ouvido no processo isso e estranho, ponto 2 fala de um vídeo com violência dentro da escola a muitas coisas mal explicadas mas quem tem comentado a notícia também só lê o que convém

  10. Castigar com suspensão uma aluna que tem muitas faltas não me parece uma boa opção. E se, como diz a notícia, a maior parte das faltas está justificada, ainda é mais bizarro. A relação entre as miúdas, sejam namoradas ou amigas, nem devia ser para aqui chamada. Enfim, a história parece bastante descosida…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo