
Miguel Sousa Tavares, comentador da TVI, referiu-se ontem à poluição do rio Nabão como um dos exemplos de “anedota” num país em que todos somos complacentes.
A propósito das multas por crimes ambientais, em que apenas uma pequena parte é cobrada, Miguel Sousa Tavares afirmou que “o ministro do ambiente manda as culpas para cima dos juízes e estes mandam as culpas para cima da lei”. “Temos uma legislação altamente permissiva… e as multas são uma anedota”, denunciou.
Um dos três exemplos que apresentou em termos de crimes ambientais, foi “a espuma inacreditável” no rio Nabão, a atravessar a cidade. “O crime compensa e compensa absolutamente”, ironizou.
Segundo o jornal “Público”, entre 2014 e 2018, a IGAMAOT – Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território só conseguiu cobrar 24% das multas que passou.
Em cinco anos a Inspecção do Ambiente só conseguiu cobrar 24% das multas
Ministro diz que “a gravidade” dos crimes ambientais “tem de ser punida” pelos tribunais