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Balanço final da megaoperação da polícia em Tomar

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O primeiro dia de junho em Tomar começou com uma megaoperação da polícia nos bairros e habitações sobretudo onde vivem famílias de etnia cigana. Pelo que vimos no terreno e pelas suas várias frentes, podemos dizer que foi a maior operação policial alguma vez feita em Tomar.

Envolveu centenas de operacionais e dezenas de viaturas que irromperam pelos bairros e habitações às 5 da manhã, terminando as investigações por volta das 9 horas.

O resultado da operação “Zeus”, no âmbito de uma investigação a tráfico de drogas, de armas proibidas e associação criminosa, foi dado a conhecer em pormenor numa conferência de imprensa realizada nesta quarta feira, dia 2, no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

Foram detidos 10 homens e cinco mulheres, a maior parte dos quais em Tomar, com idades entre os 24 e os 71 anos, tendo sido constituídas arguidas mais 10 pessoas com interesse para a investigação.

Na terça feira foi dado cumprimento a “23 mandados de busca e apreensão em viaturas e 44 mandados de busca domiciliária, 36 na zona de Tomar (Flecheiro, bairro novo junto à GNR, bairro 1º de maio e bairro Nª Srª dos Anjos) e os restantes pelo país”, avançou o responsável, clarificando que sete pessoas foram detidas em cumprimento de mandado de detenção, sete em flagrante delito por posse de arma proibida e um em flagrante delito por posse de estupefaciente.

De acordo com Henrique Figueiredo, na investigação “não foi possível determinar quando o grupo começou a operar”, salientado que a zona de maior incidência onde operavam era no Centro, mais especificamente em Tomar, mas também no Entroncamento e Torres Novas, embora tivesse atividade em todo o território nacional.

Foi por esta razão que as buscas tiveram também lugar em Bragança, passando pelo Alentejo, Castelo Branco e Portalegre, referiu o responsável, salientando que o grupo tinha uma grande “dispersão territorial”.

Pelas quantidades de droga apreendidas, as autoridades consideram tratar-se de “pessoas que se dedicavam, aparentemente à venda ao consumidor”, dado não terem sido apreendidas “quantidades significativas”, referindo, igualmente, que a investigação não terminou.

Entre o grupo existem “algumas relações familiares”, indicou Henrique Figueiredo, acrescentando que alguns elementos do grupo tinham ocupação profissional, enquanto outros não.

Entre a droga apreendida, estão cerca de 200 gramas de cocaína, 25 gramas de heroína, 38 gramas de liamba e 64 plantas de canábis, além de duas balanças de precisão.

Foram apreendidas, igualmente, um total de sete espingardas, uma carabina, cinco pistolas, uma arma de fogo dissimulada (uma caneta transformada para arma de pequeno calibre), uma arma branca dissimulada (uma bengala) e diversos documentos relacionados com as armas apreendidas.

O resultado da operação culminou também com a apreensão de 450 cartuchos de espingarda calibre 12 mm, 272 munições de calibre 765 mm e 635 mm e 25 telemóveis, além de 6.800 euros e 16 peças em ouro.

Os detidos começaram a ser ouvidos esta quarta feira por um Juiz de Instrução no Campus de Justiça, em Lisboa, para saber as medidas de coação.

A operação “Zeus”, cuja investigação esteve sob a tutela do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), está relacionada com “um grupo criminoso e violento que operava em várias zonas do território nacional, constituído por um elevado número de suspeitos”.

As buscas foram realizadas pelo Comando Metropolitano de Lisboa, com a colaboração de efetivos dos comandos distritais da PSP, da Unidade Especial de Polícia e da Guarda Nacional Republicana.

C/ Lusa

 

Reportagem da CMTV (c/ vídeo)

 

PSP faz buscas em residências por associação criminosa e tráfico de armas e droga

 

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