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Foi anulado o concurso para requalificação dos espaços exteriores da rua Torres Pinheiro e av. dos Combatentes da Grande Guerra, em Tomar, por ausência de concorrentes que cumprissem os requisitos necessários.
O concurso foi lançado a 21 de setembro de 2020 com um preço base de 400 mil euros.
O assunto foi abordado na última reunião de câmara realizada no dia 18 em que o vereador José Delgado alertou para as mais de 70 perguntas apresentadas por um potencial concorrente acerca do caderno de encargos e programa do concurso.
A câmara assumiu o compromisso de eliminar os erros detetados, rever o preço base e lançar novo concurso.
Aí está mais um exemplo flagrante daquilo que já aqui escrevi várias vezes. Os atrasos nas obras municipais, e os concursos de arrematação desertos, não são culpa dos empreiteiros, nem dos empreendedores. São provocados por projetos deficientes, porque incompletos e quase sempre com soluções erradas, feitos por técnicos numa de duas situações: 1 – Estão caducos. Não conseguem acompanhar a cada vez mais acelerada evolução; 2 – Estão perfeitamente actualizados, mas agem deliberadamente, tendo na mira a posterior recolha de dividendos de vária ordem.
Desta vez, foi mesmo um credenciado técnico da área, o vereador José Delgado, a chamar a atenção do executivo para as evidentes mazelas dos documentos apresentados. Quando assim acontece “algo está podre no reino da Nabância”. Mas falta coragem e saber para pegar nos instrumentos cirúrgicos adequados e remover quanto antes todos os tecidos cancerosos. Sobretudo agora, com as autárquicas já ali adiante.
Entretanto Tomar sofre e os tomarenses padecem.