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Em setembro do ano passado, a câmara de Tomar mandou plantar um chorão para substituir o outro chorão que se encontra junto à roda do Mouchão mas que está inclinado, em perigo de queda e em risco de danificar a roda, chegando a afetar o seu movimento de rotação.
O objetivo era que a nova árvore viesse substituir o velho e retorcido chorão, que seria abatido quando aquela estivesse crescida. Mas o novo chorão começou a secar e acabou por ser destruído com as obras de montagem do açude.
A intenção era boa, mas…
A intenção era boa e bem reveladora da atitude dos senhores da câmara. Para eles, o que interessa é o fogo de vista, o espetáculo. Neste caso o quadro roda+chorão+açude, realmente muito típico e fotogénico. Já o antigo sistema de rega do Mouchão com a água da roda, esse foi destruído durante as obras paivinas. Apesar de ecológico porque inteiramente limpo. Apesar de económico porque inteiramente gratuito. Apesar de importante porque único e portanto útil para mostrar aos turistas. Apesar de tudo isso, nunca mais ninguém pensou na sua reinstalação. O importante é o conjunto açude-roda-chorão, só para turista ver. Entretanto os indígenas vão pagando, nos recibos da água mais alcavalas, os gastos e perdas do moderno sistema de rega por aspersão Tão moderno que volta e meia até dá banho gratuito a quem passa.
É só mais um exemplo da excelente actuação dos senhores autarcas. Mas a culpa é dos (raros) críticos locais que os não deixam trabalhar descansados. Uns invejosos. Uns malandros da pior espécie. Vivá senhora presidente virtual que não outra igual!
Peço desculpa pelo lapso involuntário.
A última frase deve ser “Vivá a senhora presidente virtual, como ela não há outra igual!”
Noites mal dormidas, a cismar nas desgraças tomarenses, dão nisto: falhas de redacção.
Lapso bem aplicado 👍