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A câmara e a tremenda falta de consideração para com os habitantes

Um cidadão de Cem Soldos enviou-nos um texto com as suas impressões sobre as obras na cidade e os transtornos que as mesmas causam aos habitantes.

 

“Notei que as sinalizações/proteções de perigo na estrada usadas pelo empreiteiro não só não são homologadas (não são deformáveis nem refletoras) como aumentam o perigo para os transeuntes – negligência do empreiteiro e ausência de fiscalização por parte da câmara. (envio foto de uma baia ao cutel em plena avenida Nuno Alvares, um perigo)

Notei que em inúmeras entradas de residências e comércios não existiam caminhos provisórios e devidamente securizados como é obrigação do empreiteiro no caderno de encargos, por exemplo quem ia do BPI para a Padaria Rosa tinha de caminhar por uma pista de “motocross” com pedras da calçada solta, o que é um perigo. Se o empreiteiro se apercebe que não há fiscalização então tenta poupar e aumentar os lucros. A título de exemplo aquando da renovação das infraestruturas em Pedrogão Grande o fiscal da câmara local esteve sempre a zelar pela segurança dos munícipes, todos os caminhos e acessos provisórios tinham de estar perfeitos e não deu tréguas ao empreiteiro.

Em Tomar nota-se uma tremenda falta de consideração para com os habitantes por parte da câmara… 

Outra situação que me chamou a atenção foi na rua dos Arcos, junto à ourivesaria Pereira e à casa da Lotaria. Os lancis do passeio não têm a “rampa” para cadeiras de rodas e carrinho de bebés, não sei se será um erro de arquitetura, ou será que o alcatrão fica à altura do passeio?

Não compreendo como a câmara abriu as obras em várias ruas e na Várzea ao mesmo tempo. Deveria ter sido por fases e zonas… mas a maior estupidez foi as árvores da Várzea serem sujeitas ao projeto e quando na verdade deveria ter sido o projeto a adaptar-se ás arvores ali existentes pois as árvores demoraram dezenas de anos a crescer e esse executivo num mandato de 4 anos deitou-as abaixo… é vergonha.”

O.G.

Escrita por Redação

Comentários

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  1. Penso que está tudo dito. As verdades incomodam muita gente, mas devem ser ditas.

    Estas obras são de um desmazelo completo, de uma imensa falta de respeito para com os Tomarenses (já nem falo em turistas, que esses fogem todos) e de uma total ignorância em termos de urbanismo. Foram detetados inúmeros erros de projeto e nada foi feito para os corrigir. Suponho que depois das obras teremos as obras de correção.

    Tomar ficou com uma entrada, a principal, condicionada a veículos ligeiros e com passeios olímpicos «para inglês ver», com ciclovias a pote (para quem?) e sem entradas para os diversos concessionários, oficinas e demais serviços que ali se encontram. Ou será já intenção dos serviços camarários expulsá-los para outro local?

    Quanto à Várzea Grande, todo o projeto é um erro, a começar pela não inclusão de um estacionamento subterrâneo de apoio às estações ferro e rodoviárias, passando pelo abate de árvores por as mesmas não terem sido incluídas no projeto, pela plantação de novas que entretanto secaram……. e claro, pela inclusão de (pouco) estacionamento que será, seguramente, pago (toca de extorquir os Tomarenses).

    Medo. Medo porque ao que parece se irá repetir a mesma fantochada na entrada nascente da cidade (Estrada da Serra).

  2. Nem mais, nem menos.
    A qualidade e a capacidade da presidente e dos vereadores está bem ilustrada no comentario anterior.
    Logo se vê, é o lema.
    O municipe interessa na justa medida do voto que tem, as obras interessam na justa medida dos votos que captam.
    São obras feitas, estas, sem criterio. São feitas com dinheiros europeus sobrantes, e foi necessario gastar. Projeto encomendado e concebido à medida do tal dinheiro disponivel, mais nada.
    Estacionamento? Utilidade? Ora, logo se vê. Para já, gasta-se este dinheiro, e ficamos bem na fotografia.
    Varzea Grande alindada, voto conquistado.
    A estrada da Serra, apesar dos alertas já existentes, vai ser um erro.
    A entrada sul da cidade, apesar dos alertas existentes, está cheia de erros.

    Segurança dos municipes? Fiscalização da obra?
    Ora, façam lá isso, mesmo que se atrasem, fechamos os olhos, os moradores são poucos por ali, e os votos tambem.
    E arranjamos um discurso de ocasião e na ocasião, se for necessario, para calar os refilões.
    E assim vamos vivendo em Tomar.

    A Oposição vai-se divertindo com propostas estereis, como o batismo de pracetas e coisas do genero.
    O Concelho e a Cidade, perdem população, não atraem investimentos produtivos criadores de empregos, vão acreditando nas promessas destes “politicos”.

  3. Subscrevo inteiramente o que foi dito.
    Pergunto: que interesses é que este executivo defende?
    O supremo interesse do município e dos munícipes? Não parece …
    Então, quem fiscaliza?

  4. A falta de respeito de que se fala a propósito da obras de agora é semelhante ah falta de respeito dos mandatos PSD/Paiva do passado recente: lombas, parque campismo, estádio, flecheiro. É de lembrar aos indignados que os dirigentes autárquicos que tem havido foram escolhidos pelos tomarenses em eleições livres. Queixam-se de quê?

  5. É uma vergonha o que se passa na nossa cidade. É vergonhoso uma visão tão minimalista na entrada da cidade, um carreirito em vez de uma avenida.

    Sra Presidente e vereadores …. tenham vergonha.

    Marques de Pombal até se revolve no túmulo.

  6. Concordo perfeitamente com tudo o que aqui foi dito! É UMA VERGONHA!
    Passar de avenidas para carreiros de cabras?
    Acabar com os estacionamentos que banham a parte histórica da cidade?!? Entao onde vao os tomarenses meter os carros?.. e os próprios turistas? E as pessoas que vao apanhar o comboio/Autocarro? E as pessoas que trabalham na baixa? …. Atrair investimento ou industria nao! Agora dar uma lavagem de cara que ainda por cima fica para pior SIM! Ridiculo!

  7. Não há muito mais a acrescentar aos comentários anteriores. Subscrevo tudo.
    Profissionalmente trabalho com várias câmaras municipais, e sei bem que apesar da ideia poder vir do vice presidente e em poucas vezes da presidente em si, os funcionários públicos que estão responsáveis devem ser eles a cumprir com as reuniões, devem ser eles exigentes de bom rigor, devem ser eles com a sua formação académica a reconhecer a proposta e saber analisá-lo.
    É certo que grande culpa é da presidência e dos seus vereadores, mas não é só. Eu infelizmente tenho colegas que me comentam. A qualidade profissional dos técnicos superiores que a câmara municipal dispõem não é boa. Desculpem, mas infelizmente isso vê se bem espelhado.
    Para piorar foram selecionar um empreiteiro que se calhar nunca teve uma obra desta envergadura mas mesmo que tenha tido não me parece que seja uma empresa de qualidade. Mas isso tbm é reflexo dos baixos orçamentos e de quem é o técnico que lança e elabora os documentos para concurso público.
    É mesmo muito triste. Tomar está a tornar-se impossível de viver, está a perder consideravelmente a qualidade de vida. Não há nada. Não há nada em Tomar. Eu gostava de ajudar, mas tudo o que temos como alternativa ou não, é farinha do mesmo saco, que te obriga a saber dar graxa, apaparicar os senhores, e fazer número.
    Não pode, nem deve ser assim. Não basta querer ser político.

  8. Concordo plenamente com os comentários.
    Não abre nada em Tomar, nenhum sitio para chamar bandas de fora ou mesmo do país para vir tocar, não há empregos para os jovens, os espaços que abrem são com o turismo em mente, e o Tomarense na mesma, claro que todos os jovens pensam sair de cá. Sem dinamizar a cultura, apostar em espaços diferentes (ex. antigo bar Theatro), nada evolui, cidade de tascas e turistas.

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