
Durante o fim de fim de semana, registou-se na câmara de Tomar uma mudança de decisões quanto ao futuro da escola do 1° ciclo Infante D. Henrique. Se na sexta feira, durante a Assembleia Municipal o vice presidente Hugo Cristóvao (PS) confirmou a mudança dos alunos desta escola para a escola Gualdim Pais, medida que os pais contestam, na reunião de câmara de segunda feira, foi a presidente da câmara a falar primeiro e a mudar o discurso. Anabela Freitas garantiu que os alunos da Infante D. Henrique, no próximo ano letivo, mudam sim mas para a escola Santa Iria.
E se inicialmente a intenção era mudar os alunos da escola Gualdim Pais para a escola Santa Iria, essa ideia foi colocada de parte. Os alunos da escola Gualdim Pais não são transferidos no próximo ano letivo, mantendo-se na mesma escola, garantiu a presidente da câmara.
Em relação ao fecho da escola Infante D. Henrique, o argumento tem a ver com condições de segurança nomeadamente na parte elétrica do edifício, que na ótica dos autarcas tem pouca funcionalidade e é acanhado enquanto a escola Santa Iria está ocupada apenas a um terço e reúne melhores condições.
Perante esta mudança de estratégia, o PSD, através da Vereadora Célia Bonet, reagiu com “surpresa e perplexidade”, acusando a gestão socialista de tomar decisões de forma pouco democrática e transparente.
Célia Bonet registou o “retrocesso” da câmara acusando esta de tomar decisões “em cima do joelho” e numa lógica de “quero, posso e mando”.
Então e quem paga o transtorno da deslocação, o custo da mesma, o tempo que demora? Sim, porque a EB Santa Iria não fica nem perto da Infante D. Henrique, o que significa que muitas crianças que hoje vão a pé para a escola têm, obrigatoriamente, de ir de transporte para a outra. Isto também tem implicações à hora de regresso a casa, naturalmente.
Esta gente só olha para o seu nariz e para a sua carreira política e estão-se a marimbar para as pessoas.
Ai “a EB Santa Iria não fica nem perto da Infante D. Henrique”?! Olhe, confesso que não sabia. Sempre estive convencido que, mesmo numa cidade pequena e a encolher, tudo o que fica num raio de dois quilómetros, em terreno mais ou menos plano, é perto. Mas cada qual tem a su própria bitola, bem entendido. Estou convencido que até deve haver quem ache que a distância do sofá TV para a caminha é enorme e exige grande esforço. Sobretudo depois de um serão bem regado.
Valha-nos Nossa Senhora da Agrela, que não há santa como ela.
O seu comentário nem se digna a uma resposta, mas como estamos num país democrático (ou assim lhe chamam), aqui a tem.
Estamos a falar de uma escola básica, ou seja, 1º ao 4º ano, ou se preferir, dos 6 aos 10 anos. Estamos, portanto, a falar de uma população escolar muito jovem, ou se preferir, de crianças. Crianças essas que têm direito ao seu descanso e à sua comodidade para, na plenitude das suas capacidades, poderem aprender e apreender os conhecimentos que lhes são transmitidos. Essas mesmas crianças têm pais, irmãos, avós, tios, ou seja, família, que acredito sejam essenciais na educação dessas mesmas crianças, e que desempenham e desempenharão um papel crucial que seja o simples facto de levarem ou irem buscar essas crianças à escola, escola essa que deve ser de proximidade (uma das boas heranças do estado novo, a proximidade do ensino). Ora, uma escola que se situe a 2km de casa, sem transportes públicos decentes e a horas, que permitam a essas pessoas deslocarem-se para o estabelecimento sem por em causa outros fatores da sua vida (nomeadamente profissionais), não me parece proximidade. Sim, que 2km se fazem num ápice, principalmente em dias de chuva e nas esplendorosas vias e passeios de Tomar. Crianças. Só de pensar na quantidade de atravessamentos de estrada que terão de fazer até me põe indisposto.
E não, não tenho a bitola curta. E sim, Tomar é mais ou menos plano. E não, não tem condições para que crianças e adultos possam fazer um percurso de 2km, a pé, nas condições ideais de luminosidade (especialmente no inverno), de segurança ou tempo.
Se a escola precisa de obras, façam-nas. Decerto que haverá orçamento quando o deixarem de gastar em festas e festarolas ou a pagar multas pessoais. Ou será que querem criar mais um elefante branco (passe a expressão) na cidade? Ou então já há interesses imobiliários no edifício, o que de todo não me chocaria, dada a localização do mesmo.
Se repito muitas vezes a palavra criança é para que entenda que estamos a falar de crianças, e não de jovens adolescentes ou jovens ou adultos. Crianças.
E essa sua insinuação de que sou um bêbado preguiçoso é merecedora de um bom par de estalos….. virtuais claro, que não desejo mal a ninguém.
Por educação, li toda a sua resposta, incluindo os estalos virtuais. Só após essa leitura concluí que o seu 1º parágrafo basta para caraterizar tanto o texto como o seu autor. Tomarense e com muito orgulho, pois então. Nem que seja só pelo coração.
Peço licença para uma pequena observação: Embora não seja muito inteligente, também não me considero tão néscio quanto o sr. parece pensar. E também tenho família, incluindo descendência em idade escolar.
As bitolas é que pelo jeito nos separam. Cada qual fica na sua.
Seja feliz, se puder.
Sou Lisboeta e com muito orgulho. Mas com uma enorme costela Tomarense, da qual tenho igual orgulho.
As bitolas serão sempre as que se quiserem arranjar, e aquelas que, num determinado momento, mais servem os interesses próprios.
Defendo, e defenderei, como pessoa, pai, arquitecto e urbanista, a proximidade do ensino, nomeadamente o básico. Aliás, algo que acontece nos chamados países civilizados. Se por cá, ou apenas por Tomar, assim o não desejam, então devemos de nos considerar como tal.
Apenas e só isso.
E sim, sou feliz.
É triste viver numa cidade onde a autarquia só pensa em politica e em nos fins lucrativos das suas decisões. Sra presidente e sr vereador Hugo Cristóvão antes de qualquer um de vós quem quer o melhor para os nossos filhos somos nós os pais, se queremos os nossos filhos na Infante é porque é uma boa escola com um ótimo corpo docente e tem um bom ambiente para o crescimento das nossas crianças. As obras realizadas nos últimos anos na infante foram a cargo da associação de pais, inclusive o toldo que está no exterior, e que tal gastarem o dinheiro que a associação de pais poupou a autarquia nos últimos anos e gastarem-no então na revisão da parte elétrica? Também tenho curiosidade para saber se algum dos responsáveis por esta decisão se imagina a colocar um filho de 5 ou 6 anos numa escola junto com adolescentes de 16 e 17 anos??? Em vez de pensarem nos fins lucrativos das vossas decisões, deveriam sim pensar na segurança dos nossos filhos. E pergunto mais, se a infante d. Henrique é uma escola tão má porque será que a 80% dos pais de crianças em último ano de jardim escola nos principais jardins escola de tomar queriam inscrever os seus filhos na infante? Também gostaria de saber porque é que tal decisão foi tomada com tanto secretismo e ao contrário daquilo que foi dito sem o conhecimento da associação de pais, sem se quer darem hipótese de combatermos esta ideia, se a câmara não quer nem nunca quis investir na infante pelo menos deviam ter dado hipótese e tempo aos pais e associação de pais, e a todos os involvidos de reunir verbas a particulares e trabalhos voluntários para fazer as alterações necessárias. senhores autarcas vivemos numa democracia, quem deve escolher o futuro dos nossos filhos somos nós, os pais.
“Câmara recua” ? Olhe que não! Foi o inverso que aconteceu. A presidente resolveu avançar, e de que maneira. Revelou assim quatro aspetos importantes:
1 – A Básica Infante D. Henrique não é segura, nomeadamente por causa da vetusta intalação elétrica; Fica-se assim sem saber porque continua aberta e a funcionar. Se houver uma desgraça (oxalá que não!), a responsabilidade será de quem?
2 – A dira escola é acanhada para 180 alunos;
3 – A Básica 2/3 Santa Iria só funciona nesta altura a 33% da sua capacidade, o que leva a perguntar: Se já nem na cidade há alunos suficientes para os estabelecimentos existentes, o Centro Escolar da Linhaceira vai servir para quê, daqui a uns anos? Para cursos de alfabetização das lampreias da Foz do Rio?
4 – Quem manda, põe e dispõe é a presidente, mesmo depois de ter delegado nos vereadores algumas competências. Este caso vem revelar que mesmo o vice presidente não passa afinal de um figurante no triste filme municipal.
Senhor Arquiteto urbanista:
Fico mais tranquilo e alegre depois de ter lido que o sr. é feliz. Ainda bem.
Infelizmente não poderia dizer outro tanto sem mentir um bocadinho. Embora nascido e parcialmente criado em Tomar, nunca consegui nem consigo ser feliz nesta terra. Não por causa do território. Devido à idiossincrasia e concomitante atitude cidadã dos meus queridos conterrâneos. Mais não direi aqui, pois é sempre fundamental manter as boas maneiras.
Retornando ao tema, terá reparado decerto que escrevi na minha resposta “tomarense com muito orgulho… …nem que seja só pelo coração”. Fi-lo por ter intuido estar perante alguém nascido alhures ((soube agora que na capital) que, após muitos anos a viver em Tomar, se considera tão ou mais nabantino que os tomarenses. É um fenómeno relativamente comum.
Permita-me por isso que lhe cite de memória um pequeno excerto do tomarense Fernando “Nini” Ferreira: “Os forasteiros gostam da Festa grande, da grandiosidade do cortejo, mas os tomarenses vêem-na com outros olhos.” Não surpreende por conseguinte que, neste caso das escolas, não estejamos a ver as coisas da mesma forma.
Tanto mais que, para o senhor arquiteto urbanista, “As bitolas são sempre as que se quiserem arranjar, e aquelas que… …mais servem os interesses próprios.” Lamento dizê-lo, mas sou um firme opositor de qualquer tipo de oportunismo. Noutros termos, procuro nunca adaptar as bitolas ao contexto nem aos meus interesses. É também por isso que nunca consegui, nem consigo, ser plenamente feliz na minha querida terra tomarense.
Votos de boa saúde e boa disposição para o senhor e sua família.
Caro Senhor E.T.A. (grupo terrorista basco),
Em lugar algum referi que vivo em Tomar há alguns anos. Divido o meu tempo entre Lisboa, onde trabalho durante a semana, e Tomar ao fim-de-semana, junto da família. Mas sempre passei temporadas, não em Tomar propriamente dito, mas na terra do meu Avô, Pedreira. E ainda tenho família a morar por lá.
Não me considero mais nabantino que os Tomarenses, aliás não me considero de todo. Sou alfacinha. Um forasteiro, como me designa.
Não sou oportunista. Nunca fui, espero nunca ser. As minhas bitolas foram, são e serão sempre as mesmas. Oportunismo têm os srs que tratam das politiquices, os chamados oportunistas ou tacheiros.
Retorno os seus desejos e espero que consiga encontrar a felicidade.