
Vai tomar posse nesta sexta feira, dia 23, às 18h30, na escola secundária, a nova diretora do Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento, Ana Margarida Costa.
Além da ainda atual diretora, Amélia Vitorino, havia mais duas candidatas a ocupar o lugar. Amélia Vitorino, eleita em maio de 2019 para o cargo, candidatou-se a mais um mandato de quatro anos, mas desta vez perdeu. Ana Cristina Coelho (que também concorreu há quatro anos, mas perdeu) e Ana Margarida Costa eram as outras duas candidatas.
Os métodos de apreciação das candidaturas foram os seguintes: a) Análise do curriculum vitae de cada candidato; b) Análise do Projeto de Intervenção no Agrupamento; c) Análise do resultado da entrevista.
Compete ao o Conselho Geral (constituído por 21 representantes dos professores, funcionários, alunos, encarregados de educação, autarquia e elementos da comunidade) eleger o diretor por voto secreto e presencial.
Muito interessante!
É com muita satisfação que temos notícias de uma competição leal e democrática.
E constatar que há gente jovem, com propósitos de criatividade na gestão da coisa pública – particularmente ao nível da educação – é mesmo um grande alívio face ao cinzentismo fascizante que reina por cá.
Mas o que eu acho que seria interessante mesmo era que esse tal projecto pedagógico que é apresentado ao Concelho Geral fosse também do conhecimento público.
Eu sou do tempo – há muitos, muitos anos – em que na escola de Santa Maria dos Olivais reinava uma criatura de nome Celeste qualquer coisa cujo projecto pedagógico (eu li-o porque uma amiga passou-mo) era um discurso redondo, vazio, num “eduquês” enjoativo. Doentio mesmo.
Desde professoras que davam explicações aos seus alunos em casa, até às famosas turmas de filhos dos importantes locais, havia ali de tudo “e mais não sei quê” que fazia o salazarismo parecer uma democracia popular.
Coisas do passado, graças a Deus.
Não são coisas do passado, não, pois essa senhora (professora Celeste) ainda é a diretora do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, que tem sede na Escola de Santa Maria do Olival.
E no politecnico os presidentes são sempre os afilhados desde Pacheco de Amorim, continuando com Pires da silva. A sucessão é como em monarquia e as eleições sao ao estilo Estado Novo. Por isso a desgraça do ipt está à vista, apesar dos esforços para a esconder.