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Bruno Graça, ex-vereador da CDU e ex-membro do conselho de administração dos SMAS – Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Tomar, assina um artigo de opinião publicado esta semana no jornal O Templário, no qual arrasa a anunciada extinção dos SMAS.
“Os SMAS são extintos por uma leitura oportunista, apressada e superficial, de um normativo conjuntural. De resto, os SMAS, ao longo da sua vida, quase sempre foram encarados, pelo poder político autárquico, como uma entidade portadora de um estatuto menor”, escreve Bruno Graça que integrou a administração dos SMAS durante cerca de dois anos no anterior mandato.
“Estes serviços são extintos, não em resultado de uma avaliação ponderada e serena sobre o seu desempenho ao longo de mais de oito décadas de actividade durante as quais assumiram a responsabilidade pelo funcionamento de Serviços Públicos Municipais de importância fundamental para a qualidade de vida das populações do Concelho; são extintos, sem o reconhecimento e apropriação sistematizada dos saberes adquiridos, no dia a dia, pelos seus trabalhadores; são extintos, sem a identificação e uma lúcida análise das razões das suas actuais fragilidades que nos permitisse tirar lições para o futuro”, critica o ex-autarca da CDU.
No final de 2019, os SMAS são extintos e os serviços passam a ser executados pela empresa intermunicipal Tejo Ambiente, que terá sede em Ourém.
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