
Nas eleições para a liderança do Partido Social Democrata (PSD) realizadas neste sábado, dia 28, Luís Montenegro venceu folgadamente em Tomar com 63 votos. O outro candidato, Jorge Moreira da Silva, recolheu apenas seis votos. Houve ainda dois votos nulos e um em branco.
Até ao momento, Luís Montenegro vence em sete distritais e nas maiores concelhias do país. No distrito de Santarém vai com cerca de 80 por cento dos votos, mas ainda faltam apurar algumas concelhias.
Tudo indica que Montenegro será o sucessor de Rui Rio que, após o resultado das eleições legislativas de 30 de janeiro, anunciou a sua saída da liderança.
Biografia de Luís Montenegro
Luís Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves, 49 anos, nasceu no Porto, mas viveu sempre em Espinho (Aveiro) e é advogado de profissão. Casado e com dois filhos, o desporto foi uma paixão de juventude, tendo jogado futebol e voleibol de praia – também foi nadador-salvador -, e atualmente pratica golfe.
Estreou-se no parlamento aos 29 anos, em 2002, quando Durão Barroso era presidente do PSD e primeiro-ministro, depois de ter iniciado uma carreira política que começou na JSD e passou pela Câmara Municipal de Espinho, onde foi vereador. Nas autárquicas de 2005, candidatou-se a presidente do município, mas foi derrotado por José Mota, do PS.
Depois de ter sido ‘vice’ da bancada na direção de Miguel Macedo, foi eleito líder parlamentar após a vitória de Pedro Passos Coelho nas legislativas, em junho de 2011. Mantém-se no cargo até 2017, tornando-se o líder parlamentar com mais longevidade no PSD, e foi no período da ‘troika’ – em janeiro de 2014 – que disse que “a vida das pessoas não está melhor, mas a do país está muito melhor”, frase que lhe viria a merecer muitas críticas.
Nas disputas internas no PSD, Luís Montenegro foi tendo opções diferentes: nas diretas de 2007, entre Luís Marques Mendes e Luís Filipe Menezes, foi mandatário distrital do ex-autarca de Gaia; um ano depois, assumiu o lugar de porta-voz da candidatura à liderança de Pedro Santana Lopes, contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho; já em 2010 apoiou Passos Coelho, contra Paulo Rangel e José Pedro Aguiar-Branco; em 2018, apoiou Santana Lopes contra Rui Rio já na reta final da campanha interna, e em 2021, no próprio dia das diretas, escusou-se a revelar publicamente em quem votaria, na disputa entre Rui Rio e Paulo Rangel (reserva que manteve na atual campanha).
No final de 2017, chegou a ponderar uma candidatura à liderança do partido, quando Passos Coelho anunciou que não se recandidataria, mas acabou por concluir que não estavam reunidas as condições para avançar “por razões pessoais e políticas”. Mas logo em fevereiro de 2018, no Congresso de aclamação de Rio, Montenegro deixou um aviso de que poderia vir a disputar-lhe o lugar: “Desta vez decidi não, se algum dia entender dizer sim, já sabem que não vou pedir licença a ninguém”.
Tal como anunciou nesse Congresso, Luís Montenegro deixaria o parlamento em abril de 2018, 16 anos depois de tomar posse como deputado, e foi expressando pontualmente as suas divergências com a direção de Rui Rio. Em janeiro de 2019, desafiou Rui Rio a convocar eleições antecipadas no PSD, dizendo que não se resignava “a um PSD pequeno, perdedor, irrelevante, sem importância política e relevância estratégica”. O presidente do PSD não aceitou o repto para marcar diretas um ano antes do previsto, mas levou a votos uma moção de confiança à sua direção, que foi aprovada em Conselho Nacional com 60% dos votos.
Nas autárquicas de setembro de 2021 teve participações pontuais, mas longe do presidente do PSD, e não quis entrar na corrida à liderança nas eleições diretas que se seguiram, e que acabaram por ser disputadas entre Rio e o eurodeputado Paulo Rangel e ganhas pelo ainda presidente do PSD.
Na campanha para as legislativas de 30 de janeiro, apareceu ao lado de Rui Rio em iniciativas no distrito de Aveiro, manifestando-se confiante de que a vitória do PSD era possível e recusando falar, na altura, em sucessão.
A sua alegada pertença à mesma loja maçónica do ex-diretor dos serviços de informação Jorge Silva Carvalho – na anterior campanha interna negou alguma vez ter pertencido à maçonaria — e as faltas parlamentares para assistir a jogos do FC Porto, clube do qual é adepto, e da seleção nacional foram algumas das polémicas que viveu na Assembleia da República.
Em junho de 2019, Luís Montenegro viria a ser constituído arguido – a par dos então deputados Hugo Soares e Luís Campos Ferreira – pelo alegado crime de recebimento indevido de vantagem no caso das viagens do Euro 2016, tendo negado então a prática de qualquer crime e garantido que essas viagens foram pagas a expensas próprias, num processo entretanto arquivado.
Parabéns ao vencedor! Oxalá tenha coragem para trilhar novos caminhos.
Agora resta esperar que a liderzinha da equipazinha de apoio à maioria PS, também conhecida por vereaçãozinha social-democrata, tenha o decoro de se retirar e convocar eleições locais. Depois das vergonhas anteriores, desde 2013, e face à grave e triste situação presente, é o mínimo que pode fazer. Sob pena de transformar a política local numa palhaçadazita, só com palhacitos pobres.
Este é o novo agente funerário do psd.
Carrega monte, rumo ao precipício o cds está a espera do parceiro.
André Ventura e Cotrim, não conseguem parar de rir com tanta facilidade.
Está a confundir o PSD nacional com os laranjitas locais, não está? Pois são algo diferentes. Maus a nível nacional. Péssimos em Tomar.