Se há problema grave não é competência minha
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Parece ser este, infelizmente, um dos lemas da srª presidente da Câmara que temos. Desta vez tratava-se, em plena reunião do executivo, da tosca e acanhada entrada de visitantes no Convento de Cristo (ver foto). Honrando o juramento que fez, ao assumir funções, de “cumprir com lealdade”, o sr. vereador Ramos, do PSD, denunciou a lamentável situação, com visitantes ao sol e à chuva, impossibilidade de acesso para cadeiras de rodas, carrinhos de bébe, obesos, ou visitantes com canadianas. Situação tão grave que a própria directora do monumento, que não é tomarense e só veio para Tomar quando assumiu funções, reconhece que “a entrada não tem a escala e a nobreza que o monumento merece”. Maneira erudita de dizer que nem para fornecedores serve, quanto mais agora para turistas.
A resposta da Anabela Freitas foi imediata e sem apelo: “Não é competência da Câmara”. O que, sendo administrativamente verdadeiro, acarreta equívocos. O restauro e manutenção dos Pegões ou de S. João Baptista também não é “competência da Câmara”, que apesar disso financiou e mandou fazer obras em ambos há pouco tempo.
Por outro lado, mesmo não sendo competência, é um dever de quem lidera o concelho ser porta-voz dos protestos e anseios de todos os tomarenses junto das autoridades de tutela. Ou não? Porquê estar sempre a tentar sacudir a água do capote, como no caso da poluição do rio? No futebol é que a culpa é sempre do árbitro. Na política local já é tempo de haver um pouco mais de seriedade.
Como que a confirmar a posição inicial, a srª presidente insistiu, pesadamente, mesmo na aludida vertente de porta-voz dos tomarenses: “Não compete à Câmara opinar sobre essa questão”. Porquê?
Porque “a DGPC (Direcção-Geral do Património Cultural, com sede no Palácio da Ajuda, em Lisboa) melhor saberá que alterações deve fazer para melhorar a entrada no monumento e torná-la inclusiva.”
Anabela Freitas é capaz de, mais uma vez, estar cheia de razão. Afinal o lamentável problema da pobre entrada no Convento só existe desde há pouco mais de 30 anos. Que é isso, comparado com os mais de oito séculos da Charola, que fica paredes meias? Acresce que, nesta mais recente tentativa, que acaba de falhar, para resolver o problema, a DGPC não andou bem. Só tarde demais se deu conta que a Portaria filipina pode servir para saída; nunca para entrada dos visitantes, por absoluta carência de condições. Ainda que acabem por instalar ascensores com capacidade suficiente, o que não vai ser nada fácil, por falta de espaço e complexidade da construção existente, gerará um pandemónio na alta estação, pois os visitantes vão entrar quase a meio do circuito mais pequeno de visita, entre o Convento velho e o Convento novo. Exactamente o que nunca convém que aconteça: ter visitantes sem saber para onde ir. Pensem nisso, senhores do Palácio da Ajuda, que nestas coisas não ajuda nada. O ideal é vir ao local e olhar com muita atenção, porque na área do património, ao contrário do que acontece na política, o que parece por vezes não é.
No meio disto tudo, há menos de seis meses foi comunicada à srª presidente e ao sr. vice-presidente uma proposta de aquisição por ajuste directo, de um Plano local de desenvolvimento turístico, que inclui uma proposta de solução para a entrada e circuitos de visita no Convento de Cristo. O sr. vice-presidente recusou liminarmente, sem qualquer diálogo prévio. A srª presidente nem sequer respondeu até agora.
Com autarcas assim, muito dificilmente Tomar conseguirá ultrapassar a doença que a aflige -a decadência. Mas há eleições em Setembro/Outubro, excelente ocasião para os tomarenses manifestarem a sua opinião. Pelo menos aqueles que não vendem o seu voto por um prato de lentilhas.
António Rebelo
Prometeu sair daqui. Vê-se.
Não prometi, caro senhor. Disse que deixava de publicar neste blogue e deixei. Se a sua alta inteligência e manifesta tolerância lhe permite, faça favor de ler no final do texto, a azul, o link tomar a dianteira 3 blogspot.com. O que significa que o administrador do Tomar na rede, no uso da liberdade que lhe concedi, achou que devia reproduzir o meu texto. Não se trata portanto de um regresso. Continuo muito contente em Fortaleza, a cem metros do Atlântico, mas a sete mil quilómetros da cova tomarense.
É assim tão indigesto para o seu frágil estômago democrático? Pois faça favor de aguardar porque, ou muito me engano, ou o pior ainda está para vir. Tal como todas as outras espécies, os trogloditas já tiveram a sua época. Em qualquer caso, peço-lhe que aceite as minhas desculpas, se for caso disso, por ter vindo involuntariamente perturbar a sua vidinha.
É sempre um prazer ler os seus artigos aqui ou noutro local
Mas quem é que o mandou vir de volta… já não há pachorra.
Até parece quem não tem amigos e que ninguém lhe liga. Ou talvez não.
Conte lá outra vez aquela estória das vacinas do Brasil onde só se está bem e dos seus canudos de França, estamos ansiosos por saber. Ou talvez não.
Cumprimentos e distâncias sanitárias.
E quem é você para criticar o António Rebelo???!!! Ele não é livre de escrever onde bem entender???!!!! Não é livre de dizer que vai deixar de escrever e depois voltar atrás???!!! Cometeu algum crime ou terá pecado???!!! Distância sanitária precisamos nós dos politícos que estão na câmara, que mentem descaradamente ás pessoas!!!! Quem são os dois!!! investidores interessados na Platex, os tais que têm uma carteira de clientes fortissíma??? A presidente não diz mas aposto que são chineses.
tomarnarede, isto não é racismo ou… xenofobia? Compactuar com qualquer acto de xenofobia é crime (Lei n.º 134/99, de 28 de Agosto).
Isto não deveria de ser alvo de um crivo antes de ser publicado ao publico?
Aconselho-o a identificar este individuo e a denuncia-lo, caso contrário está a compactuar com actos de xenofobia e consequentemente a infringir a lei, tornando-o vulnerável a qualquer denuncia da pagina e/ou dos seus responsáveis.
(Liberdade de expressão não é liberdade de excreção)
Obrigado
A sua primeira frase é um perfeito disparate. Primeiro, porque se já me lê há tempo, devia saber que ninguém me mandou ou manda. Segundo, porque não se tratou de regresso algum, como explicado acima, na resposta ao sr. Branco.
O resto do seu blábláblá cheira a latrina que tresanda. Nunca escrevi essa sua barbaridade “das vacinas do Brasil onde só se está bem”. Mas você quer é conversa.
Recuso os seus cumprimentos, porque nunca aceitei apertar a mão a quem quer manter “distâncias sanitárias”. Tal como a seguir ao 25A, “não aperto mãos sujas”.
Caro António Rebelo,
Embora sem concordar com a sua decisão de abdicar da sua tribuna, acho que faz falta neste blog a sua opinião sobre os vários temas que afligem o Concelho de Tomar, ainda para mais neste período pré-eleitoral onde tudo se promete e ninguém presta contas do que fez ou NÃO fez.
Os tais programas eleitorais que ainda não foram apresentados permitem tudo prometer e nada cumprir.
Mas não seria muito mais importante nesta fase , apresentar PONTO por PONTO o resultado de 8 anos de “magnifica gestão” ?
Em especial a célebre DÍVIDA herdada do Paiva que justifica não se poder fazer quase mais nada de investimentos ,porque nestes últimos anos tiveram que pagar os disparates anteriores?
Já agora os falados 6 Milhões de euros de buraco financeiro descoberto quando do encerramento dos SMAS não contam para a dívida? E agora os 812 000 euros de buraco das contas da Tejo Ambiente só do ano de 2020 não contam?
Prezado Zé Caldas:
Para continuar a ler aquilo que vou escrevendo, basta digitar tomaradianteira3.blogspot.com
Deixei de escrever no Tomar na rede quando percebi que, devido à intolerância da actual maioria camarária, que aconselha os seus seguidores a boicotarem este blogue, estava a incomodar inocentes. E eu só quero incomodar eleitos, pois os outros não têm obrigação nenhuma de me aturar. Assim, deixa de haver dúvidas. Quem vai ao Tomar a dianteira 3 sabe ao que vai.
Essa sua ideia de fazer o balanço dos 8 anos de gestão PS é boa. Mas como convencê-los a confessar os pecados?
INCOMODA MUITO, É VERDADE….
MEXE NA CONSCIENCIA, É VERDADE…
Não existe qualquer tipo de dúvida.
A verdade incomoda muita gente.
Principalmente os que tentam ludibriar os outros, com histórias do faz de conta.