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“Doença da pedra” ataca no Convento de Cristo

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Várias colunas no Convento de Cristo estão em lento processo de degradação devido à chamada “doença da pedra”.

A foto que apresentamos (em cima) é de uma das colunas da cozinha (séc. XVI) que revela uma acentuada degradação.

O mesmo acontece na Sala da Procuradoria (foto em baixo), junto à janela do Capítulo, espaço encerrado e em vias de intervenção.

Neste caso a Direção-Geral do Património Cultural já adjudicou à empresa Monumenta – Reabilitação do Edificado e Conservação do Património, Lda a substituição de uma coluna pelo valor de 81.600 euros, conforme contrato publicado no portal Base.

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Sala da Procuradoria
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6 comentários

  1. Trata-se do internacionalmente designado “cancro da pedra” e o único “remédio” é a substituição integral. O cancro da pedra é um processo mais ou menos acelerado de corrosão, provocada pelo contacto com ácidos. O caso mais corrente é o que resulta da proximidade do calcáreo com locais de estacionamento de animais (cavalos, burros, mulas…), ou com dejectos humanos, sobretudo urina. O portal de S. João Baptista é um bom exemplo de restauro. Basta reparar na cor da pedra.
    E há também o que vai passar-se com a janela manuelina, e já está a acontecer noutros monumentos, oficialmente limpos à escova e a jacto de areia, mas na realidade “branqueados” com produtos contendo cloro. Regra geral, os cometentes especialistas em restauro e conservação esquecem um detalhe importante: a água que utilizam para lavar ou limpar a pedra não é destilada, mas a da rede pública, QUE ANTES DE ENTRAR NA REDE É TRATADA COM CLORO.
    Pois é, convinha ter pensado nisso antes. Agora é tarde. O mal já está feito. Resta aguardar para assistir à lenta e irremediável degradação do património.

    1. Meu caro
      Penso que nada percebe acerca do assunto.
      Tudo o que se assemelha a obras conservativas e de restauro visam que se cumpram os critérios estipulados pela DGPC para a intervenção dos monumentos.
      Aquando retrata os especialistas em conservação e restauro, peço que se informe devidamente. Não são usados jatos de areia, numa intervenção em monumentos nem a água da rede pública. Os “comententes ” ou “competentes” conservadores sabem perfeitamente o que ocorreu para desencadear o dano. Se os conservadores sabem que os sais de cloro causam um dano na pedra, vão utilizar água com esses sais para acelerar ainda mais o processo degradativo? Para além do mais penso que a resposta é dada quando se apresenta um caderno de encargos à Tutela DGPC. Se não o sabe, informo-o que a realização de um caderno de encargos deve ser o mais rigoroso e descritivo acerca de produtos químicos a serem usados tal como a sua justificação.

      O que designa de “cancro da pedra” não é nada menos do que cripto-florencências devido ao contacto de elevada humidade que de forma resumida faz com que os cristais da pedra se expandam com a abosorção de água, levando ao colapso, e falta de coesão.
      Em vez de denegrir a imagem que se está a construir do Conservador-Restaurador, informe-se. Penso que na área em que trabalha, os seus colegas de profissão não o criticam de forma negativa pelo trabalho que fez.
      Embora não entenda ao menos que respeite!

    1. São muitos anos a ler, a aprender a ver, a remar contra a maré, sr. Rui. Sem grandes resultados práticos, também é verdade. Mas cá vamos vivendo, com a lembrança do seu saudoso pai, Fernando de seu nome, bancário de profissão. E já agora, dê cumprimentos à sua mãe Eugénia, cuja vida nem sempre foi tão calma quanto felizmente é agora

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