Dor e emoção na despedida do padre Mário
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Foi com uma longa salva de palmas que a comunidade cristã de Tomar se despediu do padre Mário Duarte, que vai hoje a sepultar na sua terra natal, Sertã.
Se na missa da manhã se juntaram na igreja de Santa Maria do Olival e zona envolvente centenas de pessoas para acompanharem a missa celebrada pelo Bispo Emérito de Santarém, D. Manuel Pelino, à tarde foram ainda mais no último adeus. A missa celebrada pelo Bispo de Santarém, D. José Traquina, foi marcada pela dor e pela emoção sobretudo na parte final em que familiares do padre Mário leram mensagens de despedida, aplaudidas pelos presentes.
As pessoas puderam acompanhar as cerimónias no exterior da igreja onde estava montado um ecrã gigante e colunas de som, já que na igreja só havia cerca de 200 lugares, devido ao necessário distanciamento.
As dezenas de coroas e ramos de flores encheram duas carrinhas das agências funerárias.
Visivelmente combalidos, a mãe, os irmãos e sobrinhos do padre Mário foram confortados pelo bispo, padres e comunidade cristã.
Ao fim de 60 anos de vida e 30 de sacerdócio, o pároco vai ser sepultado no cemitério da Sertã. Foi vítima de uma doença (pancreatite) detetada em meados de julho e que se revelou fatal.
Como disse o bispo de Santarém na homilia, “o padre Mário Duarte deixou um amor mais forte do que a morte”.