Opinião

Apoio ao empreendedorismo em Tomar? Nem vê-lo!

- Patrocínio -
Tiago Carrao 2
Tiago Carrão*

 

A ambição é o principal motor do progresso e do desenvolvimento. O tema que vos trago hoje é sintoma da falta dessa ambição para a nossa terra. Refiro-me concretamente ao apoio ao empreendedorismo e aos pequenos negócios.

Tomar está hoje na cauda da região, atrás de todos os concelhos do Médio Tejo de dimensão idêntica e até de alguns de dimensão substancialmente inferior. Sejamos claros: é mais dispendioso e mais difícil ser empreendedor em Tomar do que noutros concelhos da região.

Desde logo, pela falta de um espaço capaz de albergar empreendedores e apoiar aqueles que ousam lançar as suas ideias de negócio. Uma lacuna que assume particular gravidade quando analisada numa perspetiva regional e na consequente perda de competitividade no território.

O Tagus Valley, Parque Tecnológico do Vale do Tejo em Abrantes com 69 empresas apoiadas e 137 postos de trabalho criados.

A Start Up Torres Novas que já celebrou o seu 3º aniversário, atualmente com cerca de 30 empresas incubadas, prestando apoio desde a ideia de negócio à sua implementação.

A Start Up Ourém, agora a fazer um ano, com capacidade para receber até 30 projetos empresariais.

Ou, mais recentemente, Vila Nova da Barquinha, que apesar de uma dimensão inferior à do nosso concelho, lançou nos últimos meses o Espaço Empresarial CAIS, com condições atrativas para empreendedores e empresas.

Em Tomar nada. Zero. Não sei se por falta de vontade ou se por incapacidade. O que é certo é que não existe e faz muita falta.

Uma incubadora de empresas tem como principais objetivos a promoção e acompanhamento de projetos e empresas numa fase inicial, colocando-as num mesmo espaço físico e pondo ao seu dispor um conjunto de serviços e gabinetes, proporcionando a inserção num ambiente empresarial adequado, bem como as condições necessárias ao seu sucesso.

É, para mim, inconcebível que um empreendedor que queira lançar a sua ideia de negócio ou empresa em Tomar, em primeiro lugar não encontre qualquer apoio institucional e em segundo lugar, esteja à partida condicionado a gastar centenas de euros por mês para ter o seu escritório ou loja.

Enquanto que em Vila Nova da Barquinha a partir de 68€ por mês não só consegue ter o seu espaço com serviços incluídos como tem também acompanhamento.

Assim, torna-se complicado atrair e fixar massa crítica, talento qualificado, famílias e investimento. O município tem o dever de criar estas condições para o sucesso, alavancando parcerias com entidades como o Instituo Politécnico de Tomar, NERSANT, ADIRN, ACITOFEBA, entre outros.

O Programa de Estabilização apresentado pelo Governo nos últimos dias vai apoiar em 20 milhões de euros a criação de espaços de coworking no interior do país.

Uma medida pensada precisamente para envolver municípios e infraestruturas tecnológicas locais e financiada com fundos comunitários, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Refere o Governo: “Prevê-se que a implementação destes espaços tenha elevado potencial de captação dos novos nómadas digitais e de millennials, entre outros, promovendo a prática do teletrabalho, em especial nas cidades do Interior.”

E Tomar, vai deixar passar mais esta oportunidade?

 *Vice-Presidente do PSD de Tomar

- Patrocínio -

3 comentários

  1. Você tem razão, Tiago. Somos uns campónios perdidos em pleno século 21.
    Mas diga-me uma coisa, se souber e puder: Que acções empreendeu o seu partido, o PSD, tanto no executivo como na AM, para ultrapassar a atual situação? Os seus vereadores já apresentaram propostas para a criação em Tomar de estruturas similares às existentes noutros concelhos vizinhos? Fora rejeitadas? Aguardam melhores tempos?
    É útil avançar com ideias gerais generosas. Mais útil ainda é pugnar para que os seus companheiros remem na mesma direção.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo