
Foi há pouco mais de dois meses que um adepto do União de Tomar lançou insultos racistas contra o jogador Hemiliano Lopes (na foto), atleta do Cartaxo, equipa com quem a equipa tomarense jogava no estádio municipal.
O que se passou neste domingo com Moussa Marega, jogador do FC Porto, que decidiu abandonar o jogo por vontade própria, depois de alguns adeptos do clube rival lhe chamarem “Macaco”, “preto” e “chimpanzé”, trouxe à memória o que se passou no estádio de Tomar a 8 de dezembro.
O adepto do U. Tomar que ofendeu o atleta guineense Hemiliano Lopes ficou proibido de assistir a qualquer jogo da equipa de futebol sénior, por tempo indeterminado.
Na altura, o clube lançou um comunicado onde lamentava “profundamente a atitude menos própria” do adepto e considerava que “este tipo de atitudes devem ser banidas do futebol seja amador ou profissional”. O U. Tomar apresentou desculpas ao atleta visado e manifestou-se “contra qualquer atitude de discriminação”, defendendo que “o futebol não tem cor ou nacionalidade”.
O referido adepto reconheceu o erro e anunciou que ia pedir desculpa ao atleta e ao clube do Cartaxo.
Mas por causa dos seus insultos racistas, o U. Tomar foi multado pela Associação de Futebol de Santarém em 200 euros.
Hoje mesmo, dia 17 de fevereiro, a AFS emitiu um comunicado contra o racismo, a propósito dos incidentes em Guimarães.