A Feira Nacional do Cavalo, popularmente conhecida como Feira da Golegã, foi oficialmente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, reforçando o reconhecimento da sua importância histórica, cultural e identitária para Portugal.
A decisão foi formalizada através de despacho publicado em Diário da República, após proposta do Património Cultural, I.P., que destacou a relevância da feira enquanto símbolo da comunidade local e da cultura equestre portuguesa.
Segundo o organismo, a classificação reconhece a continuidade histórica da manifestação cultural, cujas origens remontam à tradicional Feira de São Martinho, existente na vila desde o século XVI.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal da Golegã, António Camilo, considerou a distinção um momento marcante para o concelho.
“É um marco importante na valorização e na salvaguarda de uma das mais emblemáticas manifestações culturais da nossa região e do país”, afirmou.
O autarca sublinhou que a Feira da Golegã representa muito mais do que um simples certame anual, congregando a Feira de São Martinho, a Feira Nacional do Cavalo e a Feira Internacional do Cavalo Lusitano.
Segundo António Camilo, o evento constitui uma expressão viva da cultura equestre portuguesa, reunindo criadores, cavaleiros, campinos, artesãos e diversos agentes ligados ao setor do cavalo.
O responsável considera ainda que esta inscrição representa um passo fundamental para um objetivo mais ambicioso: a candidatura da feira à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
“Este reconhecimento constitui um passo fundamental para o próximo grande objetivo”, referiu.
Além da valorização cultural, a autarquia acredita que a distinção poderá reforçar a projeção turística da feira e contribuir para captar novos apoios institucionais e patrocinadores.
O processo de candidatura envolveu a preparação de cerca de duas mil páginas de documentação e decorreu ao longo de mais de um ano.
No despacho publicado, o Património Cultural, I.P. conclui que a Feira da Golegã cumpre todos os critérios legais para integrar o património cultural imaterial nacional, destacando a sua relevância histórica, social e identitária e o facto de ter sido transmitida entre gerações ao longo de vários séculos.


